Torrone produzido em Curitiba não deve nada ao da Itália
10 maio 2021 - 17h34

O torrone produzido em Curitiba que não deve nada ao da Itália

Doce feito pela confeiteira Renatta Ferian é vendido em cinco versões

Macio, doce na medida certa e com uma quantidade absurda de nozes, pistaches e castanhas. O torrone da confeteira Renatta Ferian é produzido em Curitiba, mas, de tão parecido com a receita original, poderia levar o selo made in Italy.

Torroneria Curitibana é o nome da marca que Renatta lançou em maio do ano passado como uma forma de sobreviver à crise que afetou o setor da gastronomia por causa da pandemia. Renata é esposa do chef Délio Canabrava, da Cantina do Délio, e sócia proprietária da confeitaria Banoffi, no Alto da XV.

O torrone é produzido em cinco sabores – amêndoas, pistache, misto (amêndoas, pistache e avelã), frutas vermelhas, e damasco -, mas a confeteira promete lançar novas versões nas próximas semanas como o torrone com cobertura de chocolate e o torrone duro, que faz “nhac” a cada mordida.

O doce é vendido em barras de 45 g e 90 g e custa a partir de R$ 10. A venda é feita pela internet com entrega em todo o Brasil e está disponível também em 45 pontos de vendas em oito estados. Em Curitiba é encontrado em uma dúzia de lojas.

Apesar de, em 2019, ter morado por seis meses na Sicília, no Sul da Itália, o torrone entrou na vida de Renatta por acaso no começo do ano passado quando uma amiga, de retorno da Europa, trouxe como presente três barras do doce.

“Foi como receber uma bencão num cenario tão dificil e, em 1º de abril de 2020, fiz minha primeira receita. Se eu tivesse a loja [Banoffi] cheia de clientes talvez eu não teria desenvolvido a ideia”, conta Renatta.

Torrene de pistache. Foto: Fernando Smak/Divulgação.

O torrone é um doce feito com poucos ingredientes – clara de ovo, açúcar, mel, água, nozes e castanhas -, mas cujo preparo exige muito cuidado e precisão para que o produto final tenha a textura correta – não muito mole nem duro demais. 

Torrone será a nova torta Banoffi?

Há quase 20 anos, a história da torta Banoffi se confunde com a de Renatta. Foi a confeiteira que em 2002 apresentou o doce aos curitibanos, após voltar de uma temporada de três anos em Londres, onde havia trabalhado como cozinheira. Ela ainda hoje faz questão de assinar cada fatia de torta produzida diariamente na loja. 

Apesar do sucesso, Renatta não conseguiu encontrar uma fórmula para exportar o doce para fora do estado por meio do delivery. “A torta deve ser fresca e depois de congelada não é a mesma coisa”, explica a confeteira.

Já com o torrone, ela espera contar uma história diferente, mas com o mesmo sucesso. O prazo de validade do torrone é de dois meses – o que já permite que o produto viaje pelo Brasil -, mas Renatta está estudando uma nova receita para esticar o período de consumo até seis meses. O que tornaria ainda mais simples enviar o doce para todos os cantos do país.

Torrone de frutas vermelhas. Foto: Fernando Smak/Divulgação.

Atualmente, a Torroneria Curitibana produz cerca de 3.500 torrones por mês, mas objetivo de Renatta é chegar a fabricar 3.500 unidades por dia. Embora ela não o diga, seu sonho é se tornar a rainha do torrone no Brasil.

Serviço

Vendas pelo site torroneriacuritibana.com.br ou nas lojas listadas no site.

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16 comentários sobre “O torrone produzido em Curitiba que não deve nada ao da Itália

    1. Oi Andrea. O torrone está à venda na confeitaria Banoffi e em outras lojas (a lista completa está no site da Torroneria Curitibana). Ou pode comprar pelo site mesmo.

    1. Oi Sandra. O torrone está à venda na confeitaria Banoffi e em outras lojas (a lista completa está no site da Torroneria Curitibana). Ou pode comprar pelo site mesmo.

  1. So Acho feio não colocar o crédito da foto da capa ao que realmente produziu a foto é de Gean Cavalheiro e produção Ize Cavalheiro.

      1. Muito grata pela correção.
        @Gean Cavalheiro. Fazemos as fotos dos festivais do Curitiba Honesta também. Obrigada pelo pronto atendimento. Ize-cavalheiro.

  2. Andrea Torrente, suas pautas são ótimas, continue assim! Já experimentei a comida do Kalamata e voltei a pedir batatas do Beto Batata. Essa dica aqui vai ficar registrada no livrinho, para um futuro próximo.

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