5 ago 2021 - 15h49

Santa Felicidade vai ganhar liceu da gastronomia com cursos gratuitos

Escola vai funcionar na Casa Culpi; inauguração está marcada para setembro

A Casa Culpi, casarão histórico de Santa Felicidade, vai se tornar uma escola de capacitação profissional na área de gastronomia. O anúncio foi feito pela prefeitura nesta quarta-feira (4). A inauguração está prevista para o dia 27 de setembro.

Batizado de Liceu da Gastronomia, o espaço vai promover cursos gratuitos neste ano – em seguida terá opções pagas – e será um braço da Escola de Turismo, voltada à formação de profissionais e empreendedores do setor, e gerida pelo Instituto Municipal de Turismo e o Instituto Municipal da Administração Pública (Imap).

A prefeitura ainda não forneceu detalhes sobre quais cursos serão ofertados, duração e público-alvo. A Fundação de Ação Social (FAS) será responsável pela coordenação das aulas e um dos parceiros da Escola de Turismo será o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).

“O objetivo é que a Casa Culpi possa funcionar como um liceu de formação para serviços de gastronomia. A estrutura arquitetônica será mantida. Estamos criando uma cozinha, com instalações adequadas de energia e gás, além de prever restauro do imóvel, recuperação da rede elétrica, implantação de rede lógica e infraestrutura de acessibilidade, inclusive em banheiros”, explica o arquiteto do Ippuc, Mauro Magnabosco. 

Como será o interior do liceu de gastronomia. Ilustração IPPUC.

Localizado na Avenida Manoel Ribas, o imóvel no estilo colonial italiano é considerado Unidade de Interesse de Preservação (UIP) cadastrado como Patrimônio Histórico Edificado da Cidade. O espaço está passando por um projeto de requalificação assinado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento urbano de Curitiba (Ippuc). 

O casarão foi construído por Giovanni Baptista Culpi, em 1887, e foi residência da família, antes de virar armazém de secos e molhados. No final do século 19 e início do século 20, o imóvel se tornou um importante ponto de encontro da comunidade italiana.

Após ter sido comprada e restaurada pelo município, nos anos 90, a casa se tornou um memorial da imigração italiana. Posteriormente, o imóvel foi sede do Cras Butiatuvinha, gerenciado pela FAS.

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