Docentes da rede pública estadual do Paraná que trabalham no Litoral do Estado estão arcando com transporte aquaviário com recursos do próprio bolso. A discussão foi tema de reunião ocorrida na última semana, no Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranaguá, que teve a participação de representantes dos mandatos dos deputados Goura (PDT) e Carol Dartora (PT).
A reunião contou a presença do representante da Secretaria de Estado de Educação (Seed), João Giona, que é diretor-geral do NRE de Paranaguá. Ele se comprometeu a providenciar o transporte aquaviário.
O que acontece atualmente é que o auxílio transporte que compõe a remuneração dos docentes não prevê transporte aquaviário. Desta maneira, eles precisam providenciar locação de embarcações por conta própria para chegar às comunidades que não têm acesso terrestre.
Giona, durante a reunião, afirmo que a Seed fará “estudos administrativos, jurídicos e financeiros” para avaliar a questão e solucionar o deslocamento dos professores e professoras.

O problema é de conhecimento da Seed desde 2025, quando o deputado Goura enviou um ofício aos responsáveis pela pasta. “Conforme os profissionais da educação nos relataram, é recorrente a impossibilidade de início das aulas no horário regular, tendo em vista que o primeiro barco disponível para travessia atualmente parte apenas às 8h, o que tem obrigado a unidade escolar a iniciar as atividades por volta das 9h. Tal situação compromete a organização pedagógica, a carga horária efetiva dos estudantes e as condições de trabalho dos docentes”, revelou o parlamentar.
Já Carol Dartora falou sobre os custos que o transporte tem para os trabalhadores. “Desde o ano passado, quando ouvimos o relato doloroso desses professores, meu coração ficou apertado ao ver trabalhadores tirando até mil reais do próprio bolso, todo mês, apenas para conseguir chegar de barco até as salas de aula nas ilhas. Isso não era justo”, disse.
A travessia, além de cara, também é insegura, faz com que muitos trabalhadores optem por se hospedar nas comunidades onde trabalham e durmam nas próprias escolas por falta de opções.
