O presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, negou na última quarta-feira (21) que haja sobreposição entre as linhas do transporte coletivo de Curitiba e as operadas pela Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep), na Região Metropolitana no novo edital do transporte coletivo. A possível sobreposição de serviços e a duplicidade de custos foram os motivos apontados pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para suspender a licitação da nova concessão do transporte público da capital.
Em coletiva de imprensa, Maia Neto afirmou que respeita a decisão do tribunal, mas informou que a administração municipal já encaminhou sua manifestação de defesa ao TCE-PR.
A suspensão foi determinada em decisão cautelar do conselheiro Fábio Camargo, publicada na última segunda-feira (19). O leilão estava previsto para 26 de novembro, na Bolsa de Valores de São Paulo. A decisão cita quatro linhas que hoje funcionam em gestão compartilhada: 106-Barreirinha/São José, 304-Pinhais/Campo Comprido, 607-Colombo/CIC e 702-Caiuá/Cachoeira. Para o conselheiro, os documentos apresentados justificam uma análise mais aprofundada sobre elas.
Segundo o TCE-PR, antes de seguir com a licitação, é preciso compatibilizar a concessão de Curitiba com a licitação da Amep, cujo processo também está suspenso.

Linhas compartilhadas
O compartilhamento das linhas é regido por um convênio entre o Governo do Estado do Paraná e a Prefeitura de Curitiba, com vigência até março de 2027, que pode ser renovado ou prorrogado. As linhas compartilhadas com a Amep, em ligações de Curitiba com São José, Pinhais, Colombo e Campo Largo, foram criadas para unificar linhas urbanas e metropolitanas em uma operação conjunta.
Na sessão do TCE-PR desta quarta-feira (21), Camargo manteve seu posicionamento, e o conselheiro Augustinho Zucchi pediu vista do processo. O caso deve voltar à pauta na próxima quarta-feira (28).
