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Alunos de Medicina da FPP são acusados de discriminação contra comunidade LGBTQIA+

Faculdade Pequeno Príncipe remove mural após denúncia de homofobia e reforça canais de denúncia e compromisso com ambiente inclusivo

Alunos de Medicina da FPP são acusados de discriminação contra comunidade LGBTQIA+
Alunos de Medicina da FPP são acusados de discriminação contra comunidade LGBTQIA+ | Foto: Arquivo pessoal

Alunos do curso de Medicina da Faculdade Pequeno Príncipe foram acusados de discriminação contra estudantes LGBTQIA+. A denúncia, recebida no início de agosto, aponta que um mural feito por uma turma em comemoração à passagem do quarto para o quinto ano continha uma imagem considerada ofensiva: uma aluna aparece fazendo sinal de “arminha” em frente a uma bandeira que celebra a diversidade. Segundo relatos, após questionamentos de colegas e profissionais da instituição, os responsáveis pelo mural ironizaram a situação e cobriram a foto com um papel escrito “censurado”, sem retirar a imagem. Diante disso, a faculdade removeu o totem do campus.

Responsáveis pelo mural ironizaram a situação e apenas cobriram a foto com um papel escrito “censurado”. | Foto: Arquivo pessoal

Em um comunicado publicado em suas redes sociais, a turma apontada como responsável pelo totem reconheceu que a imagem foi interpretada de forma ofensiva e lamentou que o episódio tenha causado desconforto a outros alunos.

Turma apontada como responsável pelo totem reconheceu que a imagem foi interpretada de forma ofensiva. | Foto: Reprodução / Redes sociais

Em nota oficial, a FPP afirmou que “tomou conhecimento, em 5 de agosto, de uma situação envolvendo a exposição de uma imagem em um totem produzido por estudantes, sem vinculação com atividades acadêmicas promovidas pela instituição. Diante da situação, os envolvidos foram prontamente orientados a retirar a imagem. Como a orientação não foi atendida, em 7 de agosto a FPP retirou o totem do espaço acadêmico. Os estudantes envolvidos foram orientados quanto à conduta, conforme as normas institucionais. A FPP repudia qualquer forma de preconceito ou discriminação, mantendo à disposição da comunidade canais formais e permanentes para o recebimento de relatos e denúncias de situações de preconceito, discriminação, assédio ou outras violações de direitos.”

A instituição destacou ainda os canais de denúncia como a Ouvidoria ([email protected]), o Conte Pra Nós (via QR Code nos ambientes da faculdade) e o canal de enfrentamento ao assédio ([email protected]), além do apoio do Núcleo de Apoio Didático-Pedagógico, Psicossocial, Inclusão e Acessibilidade. A FPP reafirmou seu compromisso com um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e pautado pelo respeito à diversidade.

Além desse episódio, os mesmos alunos já haviam sido apontados em outros casos de discriminação contra bolsistas e estudantes LGBTQIA+, sendo alertados de que sua postura não condiz com a de futuros médicos.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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