Lado B - Um lugar: Confeitaria Edelweiss | Jornal Plural
17 abr 2019 - 6h00

Lado B – Um lugar: Confeitaria Edelweiss

Confeitaria Edelweiss, onde a dona Marci fabrica coxinhas e bombons de tirar o chapéu – e afrouxar o cinto

Quando eu ouvi falar “Edelweiss” pela primeira vez, imaginei uma senhora fazendo tortas de maçã, e botando os quitutes para esfriar em uma janela com cortininhas brancas e rendadas.

Só acertei as janelas com cortinas brancas. Tortas? Não. Na Confeitaria Edelweiss são produzidas as melhores coxinhas de Curitiba (eu sei, tem várias controvérsias sobre a melhor coxinha, mas trata-se da opinião de uma pessoa que comeu diversas coxinhas ao longo dos anos na cidade).

Elas são feitas ali mesmo, e fritas na hora. Não são pequenas e nem grandes demais. O recheio mistura com equilíbrio frango bem temperado e desfiado com catupiry. O ambiente é simples: um balcão e uma espécie de sofá sem encosto. Sem frescuras, tudo limpo e arrumadinho.

Dona Marci é responsável pelas melhores coxinhas de Curitiba.

Quem faz essas maravilhas é a dona Marci Horta. Ela não é de muita conversa. Me conta que comprou o ponto há 30 anos. É carioca, e a filha Paula – que atende o balcão -, também. Quero saber se é ela mesmo que fabrica as coxinhas e quantas vende por dia, em média. “Sou eu que faço tudo, eu e as meninas, né, ali da cozinha. E não sei quantas faço. Vou fazendo e vou fritando, conforme os pedidos”.

A famosa coxinha da Confeitaria Edelweiss.

Não são só coxinhas. O cardápio da Edelweiss é pequeno, mas tudo que tem é delicioso. Na ala dos salgados, figuram pastéis e enroladinhos com queijo (não me perguntem o recheio, eu só dou bola pras coxinhas). Na parte doce, as estrelas são os bombons: de morango com chocolate ou espelhado; de dois amores espelhado, e de nozes, também espelhado.

(No dia que eu estive lá, devorei um de morango, que tinha três frutas no recheio, eu disse TRÊS, mais uma enormidade de leite condensado, e uma camada de chocolate igualmente absurda).

Depois que acabei de comer o bombom, quis saber porque a dona Marci veio do Rio de Janeiro para Curitiba. “Não minha filha, eu vim de Manaus. A gente tem que se movimentar “, explica dona Marci, enquanto faz umas contas com papel e caneta – já está perto da hora de fechar.

Falando nisso, o horário de fechar é às cinco horas da tarde. Fica na esquina das ruas Augusto Stellfeld e Ângelo Sampaio, e só aceita dinheiro e cartão de débito. Depois me contem se não é a melhor coxinha da cidade.

 

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