Do gentílico ao para-choque de caminhão - Jornal Plural
23 set 2021 - 8h00

Do gentílico ao para-choque de caminhão

Velhos tempos, sem celular, mídias e redes sociais, motoristas davam seus recados de maneira bem visível, alguns para provocar sorrisos ou gestos de solidariedade

Como uma coisa puxa a outra, ou remete a outra, a propósito do tal caçador de gentílicos, sempre de olho nas placas de automóveis, há quem lembrado das (outrora) frases de para-choque de caminhão – afinal, outros tempos. Até porque, como dizia o Chacrinha (José Abelardo Barbosa de Medeiros – Surubim, 30 de setembro de 1917- Rio de Janeiro, 30 de junho de 1988), em seu programa Cassino do Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”.  

Como não poucos motoristas profissionais recorriam (com sucesso) às frases de para-choque de caminhão. Elas surgiram anos 50 e, segundo pesquisadores, a inspiração veio dos vizinhos argentinos, mais precisamente do filateado, “um tipo de desenho estilizado feito na Argentina no século 19”. Tais pinturas eram usadas para enfeitar carroças. Com o tempo, passou a ser feita em caminhões e outros veículos.  

Hoje, outros tempos, com celular e internet, não há mais caminhões com seus recados para todo mundo ver, mas muitos deles mereceram o devido registro, até porque não perderam a atualidade. Basta ver:  

– Quem ama a rosa suporta os espinhos.  

– Direito tem quem direito anda.  

– A velocidade que emociona é a mesma que mata.  

– Se casamento fosse bom não precisaria de testemunhas.  

– Um falso amigo é um inimigo secreto.  

– Preguiça é o habito de descansar antes de estar cansado.  

– Para que um olho não invejasse o outro, surgiu o nariz no meio.  

– 13.70 me passar, passe 100 atrapalhar.  

– Não sou detetive, mas só ando na pista.  

– Cana na fazenda dá pinga; pinga na cidade dá cana.  

– Pobre é como cachimbo: só leva fumo.  

– Se pinga fosse fortificante o brasileiro seria um gigante.  

– Casei-me com Maria, mas viajo com Mercedez.  

– Se não fosse o otimista, o pessimista nunca saberia como é infeliz.  

 A calunia é como carvão: quando não queima, suja.  

– Em casa que mulher manda até o galo canta fino.  

– Em poço que tem piranha macaco velho bebe água de canudinho.  

– Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.  

– Se a mulher foi feita de uma costela, imagine se fosse feita do filé?!  

– Se pinga fosse fortificante o brasileiro seria um gigante.  

– Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer.  

– Pobre só fica de barriga cheia quando morre afogado.  

– Sou grande porque respeito os pequenos.  

– Bebum e árvore só dão galho.  

 O cigarro adverte: o governo é prejudicial à saúde.  

– Alegria de poste é estar no mato sem cachorro.  

– Rico tem veia poética; pobre tem varizes.  

– Dinheiro de pobre parece sabão; quando pega, escorrega da mão.  

– Pobre é igual disco de embreagem: quanto mais trabalha, mais liso fica.  

– Do Amazonas ao Chuí, só paro para fazer xixi.  

– Coceira na mão de pobre é sarna, na mão de rico é dinheiro.  

– Costurar é para modista; permaneça na sua faixa.  

– Eduque as crianças e não será preciso punir os homens.  

– Pobre só come carne quando morde a língua.  

– Eu sou U 1000 D.  

– Escreveu, não leu? Então é burro.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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