25 ago 2021 - 7h30

A filosofia de um criador

Em sua larga trajetória Oscar Niemeyer é autor de uma vasta obra, que vai do desenho de mobiliário à escultura e com a síntese da linha orgânica de seu desenho culmina na arquitetura

Da convivência com Le Corbusier, “epicentro” do pensamento moderno na Arquitetura, Oscar Niemeyer absorve a racionalidade da metodologia projetual que, somado a seu talento, lhe dará suporte à liberdade e ousadia criativa.

Niemeyer se inquieta com o sentido cartesiano da arquitetura racional e já em suas primeiras intervenções demonstra que estabeleceria um caminho próprio.

Surpreende com a virtuosidade projetual e a criatividade plástica aplicada no conjunto da Pampulha, na década de 1940, obra que considerava precursora de sua arquitetura, onde desempenha liberdade formal, sobretudo com o concreto armado, característica de sua notória e extensa obra.

Pampulha, em Belo Horizonte. Foto: reprodução.

Seus projetos, embasados em uma concepção estrutural esmerada de intrigante espacialidade e domínio de escala, geram formas delineadas pela sensualidade de seu desenho.

Suas obras se instalam com a força de um símbolo e assumem o potencial de ícone urbano, vinculados com as montanhas, formas femininas e inclinações surrealistas, sem desdém aos aspectos técnicos.

Em sua larga trajetória Oscar Niemeyer é autor de uma vasta obra, que vai do desenho de mobiliário à escultura e com a síntese da linha orgânica de seu desenho culmina na arquitetura, da casa mínima à grande obra, que se estende aos complexos urbanos.

Através de seu talento e intelectualidade, Niemeyer implantou cultura aos espaços que interveio.

Via de regra suas obras alcançam refinada depuração e portam identidade de genius loci (espírito do lugar) no contexto em que se implantaram.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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