Pena branda a vereadora acusada de ficar com salário de comissionados divide Câmara | Plural
7 nov 2019 - 22h59

Pena branda a vereadora acusada de ficar com salário de comissionados divide Câmara

Vereadores de oposição disseram que caso era para cassação de mandato

Uma punição considerada leve demais para a vereadora Kátia Dittrich (SD) causou mal-estar na Câmara de Curitiba nesta semana. Acusada de ficar com parte dos salários de seus comissionados, a vereadora foi punida pela comissão de ética apenas com 30 dias de suspensão de suas prerrogativas. Na prática, isso significa que a única coisa que acontecerá é que a vereadora ficará impedida de discursar no microfone por 30 dias.

O trajeto para a punição branda começou com o relator, Paulo Rink (PR), que disse não ter visto provas para uma condenação mais severa. Segundo ele, apesar dos depoimentos dos funcionários, só havia um comprovante de depósito, o que, na visão do vereador, enfraquece a denúncia. O parecer foi aprovado na Comissão Processante.

Na Comissão de Ética, não houve unanimidade. Dois vereadores, Professora Josete (PT) e Marcos Vieira (PDT) votaram contra o relatório e desejavam uma penalidade mais severa, mas acabaram vencidos. O presidente Sabino Piccolo (DEM) logo em seguida mandou aviso para que a vereadora, que já não é de se pronunciar muito, não possa usar o microfone.

Depois disso, vários vereadores que não fazem parte da Comissão também se disseram indignados. Caso de Maria Letícia (PV), que por ser integrante da Mesa Executiva foi informada da decisão, mas se recusou a assinar. “Não compactuo com a decisão. Acho imoral o que foi feito e está na hora da Câmara Municipal de Curitiba tratar com respeito os cidadãos, não normalizando maneiras corruptas de lidar com cargos em comissão”, disse.

O vereador Dalton Borba (PDT) foi outro que se rebelou contra a decisão. Disse que depois de analisar o processo chegou à conclusão de que era caso de cassação do mandato e lastimou a decisão.

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