O deputado que boicotou Damares se explica | Plural
13 ago 2019 - 23h28

O deputado que boicotou Damares se explica

Tadeu Veneri diz que fascismo não se homenageia, “se combate”

Assim que a ministra Damares Alves chegou à Assembleia nesta segunda-feira, houve uma saia-justa. O deputado Tadeu Veneri (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos, pegou o microfone e disse que se recusava a permanecer no plenário. Não homenagearia uma ministra que se posiciona contra tudo o que ele defende.

Curiosamente, os responsáveis pela homenagem (como o deputado Fernando Francischini, que patrocinou o título de cidadania benemérita) não acharam a postura ofensiva. Se ele não concorda, melhor não ficar. Até porque, na hora, para evitar bate-boca, Veneri não disse nada mais forte. Depois de sair do plenário, para a imprensa, foi mais incisivo: “Fascismo não se homenageia, se combate”, disse.

Em entrevista ao Plural, Veneri disse que todo o problema foi o atraso da chegada da ministra. “Em geral essas cerimônias acontecem fora da sessão. Porque na sessão o deputado não pode deixar de ir, por mais que seja contra o homenageado”, afirmou. A entrega do título de Damares estava prevista para a manhã, mas a ministra atrasou e a cerimônia aconteceu durante a sessão.

“Eu fui obrigado a comparecer, registrar minha presença. E também não queria sair quando ela chegou sem, dar explicações, como se fosse uma criança birrenta. Só o que eu quis foi dar a explicação de por que estava me ausentando, mas com todo o respeito inclusive pela condição de mulher dela”, afirma.

Conhecida por falas ultraconservadoras (“meninos usam azul, meninas usam rosa”, para ficar no exemplo mais célebre), Damares irritou Veneri por suas posições sob re a ditadura de 64, dizendo por exemplo que quem se opôs ao regime era terrorista.

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