A vereadora Laís Leão (PDT) protocolou nesta quarta-feira (28) um pedido de cassação do mandato de Guilherme Kilter (Novo), que publicou no Instagram um vídeo pedindo para empregadores demitirem funcionários "petistas". Kilter já foi notificado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para se retratar em 48 horas a fim de não responder judicialmente pelo ato de assédio eleitoral.
A representação destaca que Kilter utilizou a expressão “Movimento Demita Petista” e teve cerca de 109 mil curtidas, 8.276 comentários, 10,7 mil republicações e 23,9 mil compartilhamentos ou envios. Nos comentários, os usuários afirmavam ter demitido trabalhadores por suas posições políticas ou defendiam que empregadores fizessem o mesmo.

Para Laís Leão, a atitude de Guilherme Kilter fere os artigos 3, 10 e 12 do Código de Ética da Câmara, os artigos 1º e 5º da Constituição Federal. Ela dita ainda Decreto-Lei nº 201/1967, que prevê cassação do mandato de vereador por conduta incompatível com a dignidade da Câmara ou falta de decoro público.
O histórico da Câmara Municipal de Curitiba mostra que vereadores da base do prefeito nunca são punidos. O próprio Kilter, protegido por apoiadores e policiais militares em setembro do ano passado, na Praça Santos Andrade, chamou estudantes da UFPR de "vagabundos" e "bandidos" para gravar vídeos e aumentar a audiência nas redes sociais – tanto que usava um microfone na camisa durante as ofensas.
Além de não sofrer nenhuma punição, Kilter ainda apresentou uma moção de repúdio contra dois estudantes que ficaram feridos – esta sim aprovada pela maioria da Câmara, que tem pelo menos oito ataques a estudantes e professores em sua conta nos últimos anos.
