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PSOL denuncia deputada eleita Jessicão por assédio eleitoral

Vereadora de Londrina recomendou que empresários demitam "petistas"

PSOL denuncia deputada eleita Jessicão por assédio eleitoral
Jessicão "a opressora". Foto: Divulgação

O diretório do PSOL no Paraná denunciou à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná a deputada estadual eleita Jessicão (PL) pela prática de assédio eleitoral. No domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, Jessicão publicou uma "recomendação" para empresários demitirem trabalhadores "petistas" (na prática, qualquer eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva).

A notícia de fato cita que Jessicão (que se denomina "a opressora") "foi eleita Deputada Estadual no Paraná nas Eleições de 2026 com 131.673 votos, e exerce atualmente o segundo mandato de Vereadora em Londrina. Trata-se, portanto, de agente política com amplo alcance nas redes sociais e notória capacidade de influência sobre o eleitorado paranaense".

A publicação foi feita às 23h49 de 25 de outubro. Na segunda-feira (26), tinha cerca de 799,3 mil visualizações, 25 mil curtidas, 3 mil compartilhamentos e 3 mil comentários, de acordo com a denúncia enviada ao Ministério Público Eleitoral.

“Você tem uma empregada que é petista? DEMITA! Tem um funcionário que é petista? DEMITA! Seu barbeiro é petista? Troque de barbeiro. Amigos petista? (sic) DEMITA! A porcaria do voto dele prejudica o seu negócio, prejudica a sua família e prejudica toda a sua vida! Demita o mal.”

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De acordo com a denúncia, a orientação para dispensar trabalhadores em função de sua opção política afronta o artigo 3º e 7º da Constituição, a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho, promulgada pelo Decreto nº 62.150/1968 e o artigo 1º da Lei nº 9.029/1995.

"A publicação descrita recomenda que trabalhadores sejam demitidos em razão de sua identificação política. Essa circunstância justifica a avaliação de eventual incompatibilidade com os deveres de respeito aos direitos fundamentais e com a responsabilidade pública inerente ao mandato", diz a representação. "A prática estimulada pela Representada caracteriza, ainda, o chamado assédio eleitoral nas relações de trabalho, cuja apuração e repressão incumbem ao Ministério Público do Trabalho.

Parlamentares de extrema direita de todo o país feito essa recomendação, que configura assédio eleitoral. Nesta terça-feira, o Ministério Público do Trabalho recomendou ao vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) que publique uma retratação de sua fala no Instagram.

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José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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