A Justiça do Paraná acatou a denúncia contra a vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) e a parlamentar virou ré por preconceito ou discriminação por procedência nacional, conduta tipificada na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989). No dia 5 deste mês, Guzella mandou a também vereadora Vanda de Assis (PT) "voltar para o Ceará" e disse que a parlamentar veio para Curitiba "para encher o saco".
Dois dias depois, o Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia criminal contra Tathiana Guzella. Além da responsabilização criminal, o MPPR requereu o pagamento de indenização a Vanda de Assis pelos danos causados, inclusive morais, no valor 20 salários mínimos (o equivalente a R$ 32.420,00, com atualização). Também foi solicitado o pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de 40 salários mínimos, equivalente a R$ 64.840,00. O total chega a R$ 97.260,00.
A fala ocorreu durante a discussão sobre o projeto de lei que cria uma cadastro de pessoas em situação de rua na cidade. Vanda de Assis, que é assistente social, cobrava a participação de profissionais da área na abordagem a pessoas nesta situação e concedeu um aparte a Guzella, que passou a proferir as ofensas.

Vanda de Assis fez uma denúncia no Ministério Público Federal (MFP) no mesmo dia. No dia 6 de agosto, o Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) protocolou uma representação na Câmara de Curitiba contra Guzella por quebra de decoro parlamentar. O presidente do PT-PR, deputado estadual Arilson Chiorato, também pediu a cassação do mandato da vereadora do PL.
