Curitiba aprovou, nesta segunda-feira (10), a política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua, de autoria do vereador João Bettega (PL). Agora, o texto segue para sancionamento ou veto do prefeito Eduardo Pimentel (PSD).
A matéria recebeu 19 votos favoráveis e oito contrários. No primeiro turno da votação, ocorreu um caso de discriminação contra nordestinos, que está sendo investigado. A fala preconceituosa foi feita pela vereadora Tathiana Guzella (PL), que sugeriu que a vereadora Vanda de Assis (PT), que é cearense, voltasse para sua cidade natal.

A sessão desta segunda teve comentários a respeito da acusação. Guzella disse que foi interrompida e que não teve a intenção de cometer xenofobia.
Cadastro
Com aprovação do texto, Curitiba terá regras para identificar quem está em situação de rua – algo que já era feito pela Assistência Social, segundo os vereadores de oposição. Para o autor do texto, o cadastro vai separar os “mendigos do bem e mendigos do mal”.
Bettega, antes da votação, chegou a criar um grupo de WhatsApp chamado “Curitiba sem mendigos”, no qual pedia “denúncias” contra quem está em situação de rua. O projeto aprovado, além dos dados pessoais, também prevê levantamento dos antecedentes criminais de quem for cadastrado.
Vanda de Assis (PT) também argumentou que o cadastramento já deveria fazer parte do trabalho cotidiano dos CRAS, Centros Pop e equipes de abordagem social.
