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Câmara aprova urgência para criar 49 cargos em comissão na prefeitura; custo será de R$ 20 milhões até 2027

Proposta apresentada pela gestão de Eduardo Pimentel deverá entrar na pauta do Legislativo em até três sessões

Câmara aprova urgência para criar 49 cargos em comissão na prefeitura; custo será de R$ 20 milhões até 2027
A sessão desta terça-feira da Câmara de Curitiba. Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
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A base de apoio ao prefeito Eduardo Pimentel (PSD) na Câmara de Municipal Curitiba aprovou nesta terça-feira (10) o regime de urgência na tramitação do projeto de lei, de autoria do Executivo, que cria 49 cargos de confiança na prefeitura. O impacto será de aproximadamente R$ 20 milhões aos cofres públicos até 2027. Como o regime de urgência foi proposto por 21 vereadores da base de apoio a Pimentel, o projeto deverá entrar na pauta de votações em até três sessões. A oposição votou contra.

Dos 49 cargos previstos no projeto, 40 serão para a administração direta, na Secretaria de Governo, e nove para o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba). Para o Ippuc serão dois cargos de Assessor Técnico, três de Gestor Público Municipal I, três de Gestor Público Municipal II e um de Gestor Público Municipal III. 

O Conselho de Gestão e Responsabilidade Fiscal do Ippuc informou que serão necessários R$ 1.829.068,41 até 2027. O valor, de acordo com o Conselho, está em harmonia “com o disposto no Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e prevista no Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA) correspondentes, devendo a despesa correr por conta das dotações orçamentárias”.

Na administração direita, o projeto enviado pelo Executivo prevê a criação de três cargos de Superintendente para as Secretarias Municipais da Mulher e Igualdade Étnico-racial, de Desenvolvimento Humano e de Desenvolvimento Econômico e Inovação; um de Diretor de Departamento; três de Assessor Técnico; quatro de Gestor Público Municipal I; um de Gestor Público Municipal II; nove de Gestor Público Municipal III; seis de Agente Público Municipal I; seis de Agente Público Municipal 2; e sete de Agente Público Municipal III. 

Os totais previstos para a criação dos 40 cargos são de R$ 7.059.297,77 para 2026 e de R$ 7.384.146,10. Para 2025, contando-se a partir de abril, seriam necessários R$ 5.036.446,62, segundo cálculo do Conselho de Gestão e Responsabilidade Fiscal (CGRF) da prefeitura, anexado ao projeto. Somando-se o total previsto com a criação dos 49 cargos, e levando-se em conta que a previsão para os 40 novos comissionados na administração direita foi feita com base em abril deste ano, o valor supera os R$ 20 milhões até 2027.

Nesta terça-feira, a Câmara também aprovou regimes de urgência na tramitação dos projetos da prefeitura que autoriza a incorporação da Curitiba S.A. pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT) e que trata do plano de carreira dos servidores.

“A gente não pode concordar que a prefeitura e esta Casa tratem como urgência pautas que podem ser discutidas com tempo e participação popular”, criticou a vereadora Vanda de Assis (PT). “A população quer participar dessa proposta de unificar a Curitiba S.A. e a Cohab. Em que tempo vamos discutir a criação de cargos comissionados na prefeitura?", questionou.

"Os servidores públicos estão há muito tempo pedindo para ser retirada dos contracheques a cobrança de 14% de aposentados e pensionistas. Ninguém discute isso, ninguém acha urgente. Daí vem criação de cargos e é aprovado regime de urgência. A base do prefeito só levanta a mão e vai validando isso."
Vanda de Assis, vereadora 

Líder da oposição, Giorgia Prates (PT) lembrou que o projeto não apenas cria cargos, mas pode impactar nas políticas públicas. “O projeto altera políticas sensíveis. A gente precisa de tempo para entender do que se trata. Esse projeto altera políticas públicas sensíveis da juventude e também da população em situação de rua e transfere a Defesa Civil para o núcleo politico da prefeitura, amplia o poder da Secretaria de Governo. Não dá para a gente aprovar às pressas uma reorganização da prefeitura, com a criação de 49 cargos comissionados”.

Segundo o líder da base de apoio ao prefeito, Serginho do Posto (PSD), os 40 cargos na administração direita estão sendo criados para a Secretaria de Governo, mas serão realocados em outras pastas. “Estamos falando na criação de mais cargos para atender a Secretaria de Governo, mas esses cargos serão realocados para as secretarias criadas em 2024, que são secretarias fins, que atendem na ponta o serviço público”, afirmou. “E também estamos falando da mudança administrativa da Coordenadoria da Proteção da Defesa Civil, que antes estava sob a pasta da Defesa Civil e na atual gestão está saindo do eixo Curitiba Resiliente, que é um programa de governo, e sendo vinculado à Secretaria de Governo”.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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