Em sua primeira disputa, o Missão — partido fundado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) — não elegeu nenhum deputado no Paraná, apesar de ter montado uma das chapas mais completas do estado. A legenda ficou longe do quociente eleitoral tanto na Assembleia quanto na Câmara, e seus candidatos majoritários não passaram de 1% dos votos.
> Atualização: números da apuração do TSE com 94,95% das urnas (04/10). Os resultados podem variar no fechamento.
A estreia da legenda
O Missão apresentou no Paraná uma estrutura ampla para um partido estreante: candidato a governador e vice, um ao Senado, 31 a deputado federal e 33 a deputado estadual. Era a aposta do MBL em transformar presença nas redes em cadeiras — e não deu certo nas urnas.
O resultado
A legenda não elegeu nenhum deputado:
- Câmara Federal: cerca de 69 mil votos nominais (1,2% do total do estado) — insuficiente para o quociente.
- Assembleia Legislativa: cerca de 86 mil votos (1,5%) — também sem cadeira.
- Senado: Karen Guerreiro teve 90,8 mil votos (0,82%).
- Governo: Luiz França ficou com 43,5 mil votos (0,72%).
Por que importa
O resultado expõe a distância entre a projeção do MBL nas redes sociais e a capacidade de converter isso em votos capilarizados pelo interior — e reforça a fragmentação da direita paranaense, num ano em que PL, Novo e PSD concentraram as cadeiras.
Como apuramos esta reportagem
As candidaturas são do registro no TSE; os votos, da apuração oficial. Reportagem atualizada conforme a totalização.