Um homem cujo nome não foi divulgado pelas autoridades cometeu feminicídio contra Odara Victor Moreira, de 28 anos, funcionária da APP-Sindicato, em Curitiba, no sábado (13). O corpo da vítima foi sepultado neste domingo (14) sob forte comoção. O autor do crime é o ex-marido de Odara, que a esfaqueou no Água Verde.
Odara trabalhava como assistente técnica há seis anos na APP-Sindicato. Era feminista e ativista contra o racismo. Sua morte foi lamentada por ativistas do movimento negro, parlamentares e muitas mulheres.
“A morte de Odara, uma mulher feminista e engajada na luta contra o racismo, reforça o quanto essa violência está mais próxima de nós do que imaginamos. Viver essa dor, de perder a nossa amiga Odara, nos desafia a ampliar a atenção aos sinais da escalada da violência e a fortalecer a luta pela vida das mulheres”, afirmou a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, no site oficial do Sindicato, que não abriu nesta segunda-feira (15) em luto.

Nas redes sociais internautas lembraram que “homens de esquerda também matam” e cobraram o poder público sobre políticas de segurança para mulheres.
Somente neste ano o Paraná registrou mais de 70 feminicídios, que são crimes praticados contra mulheres em virtude do gênero.
Ações
Na última semana o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que convocaria representantes dos três Poderes e sociedade civil para uma reunião de combate à violência contra a mulher.
No dia 7, Curitiba teve protesto que reuniu mulheres e homens para chamar atenção sobre o aumento dos casos de feminicídio no País.
Dados do Governo Federal apontam que em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do sexo.