Presidente da ACP diz que comércio aberto não fará de Curitiba uma nova Milão | Jornal Plural
16 abr 2020 - 12h10

Presidente da ACP diz que comércio aberto não fará de Curitiba uma nova Milão

Camilo Turmina diz que a população curitibana não repetirá os erros que levaram a Itália a computar milhares de mortes pela Covid-19

O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina, afirmou em entrevista à Rádio Cidade AM nesta quinta-feira (16) não acreditar que a reabertura do comércio vá tornar Curitiba uma nova Milão – cidade que se tornou um dos epicentros da pandemia de coronavírus. Segundo ele, Curitiba tem uma situação privilegiada e saberá respeitar os protocolos de saúde determinados pela prefeitura.

A ACP foi uma das entidades que mais fez lobby para que o prefeito Rafael Greca (DEM) publicasse um documento dizendo explicitamente que o funcionamento do comércio está permitido na capital. Depois de alguma resistência, Greca anunciou que publica nesta quinta um protocolo com regras que permitem a volta da atividade comercial na cidade.

Turmina diz que Curitiba não será como Milão porque a cultura da população aqui é diferente. Na Itália, segundo ele, a população continuou com “algazarra, festas e botecos lotados”. Em Curitiba, diz ele, a população não cometerá esse erro.

Segundo o presidente da Associação Comercial, o importante é que a população seja cuidadosa, usando máscaras e respeitando uma certa distância umas das outras, mesmo dentro de lojas. Aos empresários, sugeriu cuidados como a redução do horário de funcionamento.

Uma semana antes de Greca ceder à pressão dos empresários, a ACP publicou uma nota dizendo que os comerciantes podiam voltar a trabalhar – no entanto, a reação do Ministério Público foi imediata. A promotoria disse que, caso a associação não recuasse, Turmina seria preso.

Na entrevista a Gabriel Carriconde, que pode ser ouvida na íntegra aqui, Turmina disse ainda que conta com a proteção divina para que a cidade não tenha mais casos de Covid-19. “Com a proteção divina espero que isso [as medidas sanitárias] seja suficiente para não repetirmos as estatísticas horríveis de outros países.”

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