Paraná tem 109 presos com coronavírus | Plural
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29 jun 2020 - 10h53

Paraná tem 109 presos com coronavírus

Estado registra ainda sete casos positivos para a doença entre os servidores. Maioria dos doentes está em Toledo e Maringá

O sistema prisional do Paraná registrou 109 presos e sete servidores com casos confirmados de coronavírus até 15 de junho. A Cadeia Pública de Toledo, no oeste do Estado, abriga 106 dos detentos com covid-19. A maioria dos funcionários com a doença atua em Maringá.

Os números estão no levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foram confirmados pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), que realizou – até 19 de junho – 432 testes entre detentos e profissionais. Até agora, nenhuma morte por covid-19 foi confirmada pelo Depen.

Entre as confirmações, estão 106 presos em Toledo, dois em Maringá e um em Mandaguari. Os sete servidores contaminados estão lotados em Maringá (4), Cascavel (2) e Piraquara (1).

O Sindicato dos Policiais Penais do Paraná (Sindarspen) diz que são mais casos: 142 apenas em Toledo. “Somente na Casa de Custódia de Maringá, são nove casos confirmados e 14 ainda aguardando o resultado. Dos casos confirmados, seis são da equipe Bravo, que recebeu presos contaminados da carceragem da 9º SDP no dia 12 de junho. Importante destacar que os servidores desconheciam que havia presos contaminados.”

Segundo o sindicato, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) notificou o Departamento Penitenciário do Paraná (DEPEN-PR) para dar explicações sobre o caso e apresentar quais medidas foram tomadas.

“Os agentes ainda alegam que não tinham a informação sobre a condição de saúde dos presos e que os mesmos deveriam ser transferidos diretamente para a ‘unidade sentinela/referência’ que fica em Campo Mourão, destinada ao isolamento de presos com a covid-19. Somente depois de passarem pelo isolamento de 14 dias e tratamento nesta unidade reservada para este fim, é que deveriam entrar em outras unidades”, afirma José Roberto Neves, vice-presidente do Sindarspen.

Ele destaca que, com sintomas da doença, outros policiais penais estão procurando por testes na Rede Municipal de saúde e outros em laboratórios particulares. “O Sindicato tem cobrado a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) que seja feita testagem em massa em todas as unidades penais.”

Questionário e isolamento

Ao Plural, o Depen respondeu que segue as medidas de prevenção divulgadas pela Secretaria e pelo Ministério da Saúde. “Presos e servidores têm de duas a quatro máscaras à disposição, além de álcool em gel e sabão para higienização das mãos, entre outras medidas já amplamente divulgadas. Os agentes que têm contato direto com detentos com suspeita ou confirmação da doença contam ainda com equipamentos como óculos, capa e face shield.”

O Depen sustenta que todo preso que entra no sistema prisional, ou que é movimentado de unidade, passa por avaliação de saúde, que inclui medição de temperatura e reposta a um questionário de doenças pré-existentes e demais comorbidades.

“Em seguida, o detento vai para o banho e troca de roupa, com lavagem dos tecidos em separado, e segue para cela de isolamento por 14 dias. Se não apresentar sintomas, o preso permanece na unidade. Caso algum sintoma apareça, ele é transferido imediatamente para unidades de isolamento.”

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