Beto Moraes será investigado por suspeita de compra de votos | Jornal Plural
11 set 2020 - 16h10

Beto Moraes será investigado por suspeita de compra de votos

Parlamentar também foi denunciado por improbidade administrativa e quebra de decoro

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba deve analisar na próxima segunda-feira (14), denúncias de dois sindicatos contra supostos crimes cometidos pelo vereador Beto Moraes (PSD). O parlamentar é acusado de compra de voto, quebra do decoro e improbidade administrativa durante o seu mandato.

A denúncia protocolada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) e pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) foi acatada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, após parecer favorável da Corregedoria do Legislativo. A reunião da semana que vem será presidida interinamente pelo vereador Bruno Pessuti (Podemos).

Os sindicatos reuniram mais de 40 situações em que Moraes teria usado o cargo e seus assessores pagos com dinheiro público para se autopromover. O parlamentar pretende disputar a reeleição em novembro. De acordo com as entidades, as provas colhidas por eles mostram que o vereador distribuiu muletas, cestas básicas, cadeiras de roda, bicicletas e outros brindes com a identificação do nome, foto pessoal e a logomarca. 

O Sismuc e o Sismmac alegam que Moraes utilizou de maneira indevida à estrutura legislativa para fins eleitorais. Além disso, afirmam que as fotos entregues para a Câmara comprovam a prática da troca de favores por votos, comum na política. Com isso, os denunciantes apontam que a conduta do parlamentar pode ser considerada compra de voto e crime eleitoral.

As entidades chegaram a fazer um pedido oficial para acompanhar as reunião do Conselho de Ética. Além de Pessuti que deve presidir o encontro, a denúncia contra Beto Moraes será avaliada por Dona Lourdes (PSB), Geovane Fernandes (Patriota), Marcos Vieira (PDT), Paulo Rink (PL), Professora Josete (PT), Rogério Campos (PSD) e Toninho da Farmácia (DEM).

Dos nove membros do Conselho de Ética, sete são da base do prefeito Rafael Greca (DEM). A vereadora Fabiane Rosa, que responde a um processo de sindicância pela suposta prática de rachadinha, está afastada de suas funções em razão de decisão Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e não vai participar da reunião. Nessa legislatura, a parlamentar era a presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

O Plural procurou o vereador Beto Moraes para que ele comente sobre as denúncias. Até o momento, não houve retorno.

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