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Deputado do Paraná quer proibir influenciadores de fazer publicidade do ‘Tigrinho’

Proposta barra divulgação de jogos de azar por influenciadores

Deputado do Paraná quer proibir influenciadores de fazer publicidade do ‘Tigrinho’
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) analisa projeto de Lei que visa proibir influenciadores de fazerem publicidade de jogos de azar, como o jogo do ‘Tigrinho’, no Paraná. O texto é de autoria do delegado Tito Barichello (União Brasil) e tramita desde o ano passado.

De acordo com o texto do PL, a medida quer “assegurar que qualquer operação relacionada a jogos de azar esteja sujeita a regulamentações locais”.

Para o parlamentar, a fácil acessibilidade online para jogos de azar e cassinos induz comportamentos impulsivos e por essa razão pode causar prejuízos financeiros aos usuários.

Brasil

Em âmbito nacional o Governo Federal iniciou a regulação das chamadas “bets”, mais voltadas para apostas esportivas, em setembro e em outubro já tinha a lista das empresas que estão autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas a operar no Brasil (veja aqui).

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A partir de janeiro, todos os sites de apostas definitivamente autorizados utilizarão o domínio brasileiro de internet, com extensão “bet.br”. As que não tiverem este domínio estarão ilegais.

Paraná

Na esfera estadual, conforme a Secretaria, há cinco empresas autorizadas a operar jogos virtuais no Paraná, mas nenhuma delas divulgou o CNPJ (veja aqui quais são).

Todavia, mesmo com a autorização para funcionar, a preocupação é com o endividamento provocado pelo hábito de apostar, sobretudo com os depoimentos inverídicos de influenciadores em redes sociais.

Neste ano a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou um levamento que indica que as ‘bets’ são responsáveis por mais de R$ 117 bilhões em prejuízos em estabelecimentos no Brasil, isso porque os brasileiros gastaram R$ 68 bilhões em apostas entre junho de 2023 e junho de 2024 e, muitas vezes, deixam de pagar ou consumir produtos em comércios legais.

No Paraná, a Polícia Civil realizou diversas operações contra influenciadores que divulgam apostas, rifas e cassinos ilegais. Uma delas aconteceu em março deste ano, nas cidades de Colombo e Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que resultou na apreensão de três veículos e R$ 12 mil em espécie contra suspeitos que divulgavam apostas e não pagavam os prêmios.

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Em outra situação, na cidade de Jussara, noroeste do Paraná, uma mulher de 22 anos foi presa por desviar R$ 179 mil do avô para jogar o ‘Tigrinho’. Ela fez ao menos 59 movimentações bancárias sem o conhecimento do idoso para bancar o vício.

Lei

O projeto de lei, embora esteja protocolado há mais de um ano, ainda não tem data para ir ao plenário da Alep, porque não corre em regime de urgência.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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