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Após dizer que mulheres "correm como loucas" atrás de homens, desembargador é afastado

Após dizer que mulheres "correm como loucas" atrás de homens, desembargador é afastado
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento temporário do desembargador paranaense Luís César de Paula Espíndola. A afastamento definitivo será julgado na primeira sessão do conselho, em agosto. Até lá, o desembargador paranaense precisa apresentar a sua defesa.

O afastamento se deve à conduta do magistrado numa sessão da 12.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Durante o julgamento de um caso de assédio contra uma menina de 12 anos, o desembargador desdenhou da ideia de que o professor tenha ultrapassado os limites e afirmou que hoje seriam as mulhares que "correm como loucas atrás dos homens".

A denúncia do caso ao CNJ foi feita pela seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O documento, assinado pela presidente Marilene Winter, classificou como "odiosa" a declaração de Espíndola. O próprio TJ criticou publicamente a fala de Espíndola.

O desembargador já enfrentou denúncias graves antes, sendo acusado, dentre outras coisas, de agredir a própria mãe e uma irmã. Apesar disso, foi restituído às suas funções justamente na Câmara que julga casos de Direito de Família.

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Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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