O paciente Juarez Gomes, de 77 anos, foi transferido do Hospital Regional do Litoral (HRL) para a unidade de Campo Largo, na manhã desta segunda-feira (29), após a família denunciar negligência médica no tratamento do idoso. De acordo com o relato do filho de Juarez, Mauro Gonçalves Gomes, na última semana, duas cirurgias foram agendadas e canceladas sem qualquer comunicação do motivo à família, o que gerou grande preocupação e descontentamento.
Após as denúncias nas redes socias e imprensa local, o paciente, que estava com a incisão cirúrgica exposta, foi transferido para uma ala especializada do HRL. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) emitiu um comunicado informando que não havia negligência ou falta de assistência no caso de Juarez Gomes. A nota também afirmou que “está tudo bem”, contrariando os depoimentos do próprio filho do paciente.
DENÚNCIAS NO HOSPITAL REGIONAL
A questão vivida por Mauro e sua família é a realidade de muitos pacientes e acompanhantes que dão entrada no HRL. As denúncias de precariedade na unidade têm se acumulado nos últimos meses. Relatos de problemas na estrutura interna, falta de medicamentos e ausência de profissionais especializados têm sido frequentes nas redes sociais e na imprensa local. Outras incluíram condições inadequadas de trabalho conforme relatos de funcionários, ex-funcionários e da população local.
A situação do HRL ganha relevância no período de maior fluxo no Litoral do Paraná, como o verão, quando a demanda por atendimento médico aumenta, já que o hospital é referência na região.
AUMENTO NA DEMANDA
Na tarde do último domingo (28), o HRL divulgou um balanço dos atendimentos nos primeiros dias da Operação Verão. De acordo com a nota, mais de mil atendimentos de urgência, baixa ou média complexidade no Pronto Atendimento (PA) entre os dias 15 e 25 de dezembro de 2025 foram realizados.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) revela um aumento no volume desses atendimentos na primeira semana da temporada 25/26, cerca de 9,7% maior em comparação ao mesmo período do ano anterior. A divulgação dos dados ocorre em meio a várias denúncias a respeito da precariedade na unidade.
O balanço do hospital detalha que o setor de obstetrícia foi responsável por 310 atendimentos, seguido pela clínica geral com 271. A cirurgia geral e outras especialidades somaram 248 procedimentos, enquanto a ortopedia e traumatologia contabilizaram 156 atendimentos. A pediatria, setor que gerou maior debate entre os moradores de Paranaguá, registrou 90 atendimentos no período.