Avenida dos Estados vira um dos maiores polos gastronômicos de Curitiba
7 abr 2021 - 9h57

Sem badalação, rua no Água Verde vira um dos maiores polos gastronômicos

Avenida dos Estados concentra dezenas de bares e restaurantes. Conheça cinco deles

Longe dos holofotes e da badalação gastronômica que nos últimos anos chacoalhou alguns bairros de Curitiba, a Avenida dos Estados, no Água Verde, tem atraído cada vez mais novos bares e restaurantes. O movimento foi lento e sem estrondos. Hoje, a via – uma das mais importantes do bairro – concentra dezenas de empreendimentos gastronômicos para todos os gostos e bolsos.

“A gente escolheu essa região porque já virou um polo gastronômico grande. Foi fundamental para bater o martelo também o fato de [o restaurante] ter uma grande área aberta e arejada” resume Márcio Souza Brasil, dono do Zapata Mexican Bar, que no final de abril vai inaugurar uma unidade da franquia na avenida.

Não é a única rede que se instalou no local. Há três anos, o empresário José Araújo Neto abriu uma loja da rede de hamburguerias Mr. Hoppy entre as ruas Acre e Paranaguá. “Desde então é a melhor unidade de Curitiba em faturamento e desempenho”, diz o proprietário. 

O sucesso o levou a apostar mais fichas na região. Em abril do ano passado, ele inaugurou o Bar do Açougueiro, na esquina com a Rua Rio Grande do Sul. “Eu não conhecia a Avenida dos Estados até um tempo atrás. Resolvi montar o bar só porque encontrei um ponto nessa avenida depois de perceber que tinha se tornado uma referência gastronômica para toda a região sul da cidade”, afirma Araújo Neto.

Em junho do ano passado, a Prefeitura transformou a rua num binário e abriu uma ciclofaixa. A obra, segundo alguns donos de bares e restaurantes, elevou o movimento de pedestres e ciclistas no bairro, impulsionando os negócios. Já outros reclamam que a retirada de vagas de estacionamento atrapalhou o comércio.

Seja como for, a avenida, que tem 1,2 quilômetros de extensão, reúne casas de carnes, pizzarias, botecos, opções japonesas e alemãs, bares e hamburguerias. A variedade é ainda maior se se consideram também as ruas limítrofes e a continuação da avenida no trecho que vira Rua Castro.

O boom gastronômico se deu nos últimos dez anos, segundo os proprietários do Cantinho do Eisbein, que abriu em 1986 e é um dos restaurantes mais antigos da região. “Até 2000, aqui na avenida tínhamos somente eu e Atolinni [pizzaria]. A partir de 2006, o negócio começou a deslanchar”, diz Rodrigo Taruhm.

Confira 5 bares e restaurantes na Avenida dos Estados:  

Bar do Açougueiro

As carnes são servidas em tábuas em porções individuais. Foto: Divulgação.

A proposta da casa é servir churrasco de forma despojada. Não há garçons e a retirada dos pedidos é feita pelo próprio cliente no balcão. As carnes são servidas já fatiadas em tábuas de madeira e em porções individuais. “A carne é servida da mesma forma que eu sirvo churrasco na minha casa”, explica Araújo Neto.

O cardápio conta com cortes clássicos como picanha, bife ancho e fraldinha na mostarda. Há também brisket (peito bovino assado lentamente), cordeiro com hortelã e porco defumado com olho barbecue. As porções têm 500 g e os preços variam de R$ 60 a R$ 90.

Os acompanhamentos são servidos à parte. Entre as opções estão canudinhos de maioneses, legumes na brasa e pão de alho, entre outras. Os preços vão de R$ 5 (farofa) até R$ 20 (batata rústica).

Para acompanhar as carnes, a carta de bebidas conta com cervejas e chopes artesanais, 20 drinks entre clássicos e autorais, e uma centena de rótulos de vinhos dos principais países produtores.

Serviço

Av. dos Estados 450, Água Verde, Curitiba. facebook.com/obardoacougueiro

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Cantinho do Eisbein

Joelho de porco e marreco recheado são clássicos do cardápio do restaurante alemão. Foto: Reprodução.

Comandado por Egon Taruhm e sua família, é um dos restaurantes mais tradicionais de comida alemã em Curitiba. O carro-chefe é o joelho de porco assado, prato que dá nome à casa e acompanha batata, chucrute e salsicha branca (R$ 120 para duas pessoas). É servido também na versão cozida.

O cardápio conta ainda com outro clássico germânico: marreco recheado acompanhado por repolho roxo, purê de batata e arroz (R$ 120 para duas pessoas). O mignon ao molho de mostarda é outra pedida de sucesso (R$ 120 para duas pessoas). 

A casa trabalha também com menu executivo de segunda a sexta, inclusive para delivery e e retirada no balcão.

Serviço

Av. dos Estados, 863, Água Verde, Curitiba – (41) 3329-5155; cantinhodoeisbein.com.br

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Izakaya Tanuki

Saquês e petiscos são os carros-chefes do boteco japonês. Foto: Reprodução.

Desde 2016, o casal Rogério Akira e Simone tenta popularizar as tradicionais comidas de boteco do Japão. Rogério é descendente de japoneses e morou cinco anos no país asiático. Todos os pratos são servidos em porções pequenas para que o cliente possa provar mais de uma opção. 

Um dos petiscos de maior sucesso é a pancetta suína (R$ 27) cortada em cubo e cozida por até cinco horas num molho à base shoyu, gengibre e cebolinha. O resultado é uma carne macia, saborosa e servida com um pouco do caldo do cozimento. 

Outros destaques do cardápio são o takoyaki (R$ 30), bolinho de polvo servido em porção de seis unidades, e os espetinhos grelhados: são 47 opções com carnes suína e bovina, aves, peixes, vegetais, queijo, entre outros.

A carta de bebidas conta com uma grande variedade de saquês – cerca de 50 rótulos importados – pensados para harmonizar com as comidas da casa. Há também os sochus, destilados japoneses que são feitos a partir de diferentes grãos, como arroz, batata-doce, cevada e trigo sarraceno. As bebidas são vendidas em taça ou garrafa.

Serviço

Av. dos Estados 853, Água Verde, Curitiba – 41 3503-5526. Segunda a sábado das 11h às 14h30 e das 17 às 22h; domingo 11h30 às 14h30. facebook.com/izakayatanukiBR   

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Quitutto

Carne de onça, um dos petiscos mais famosos do Quitutto. Foto: Divulgação.

O gastropub, meio termo entre restaurante e boteco, completa cinco anos no final desse ano. Além dos petiscos, o churrasco é uma das especialidades da casa comandada por Rafael Pontaroli. 

Da cozinha saem cortes tradicionais curitibanos como filé de igreja (R$ 99,90 para duas pessoas) e alcatrão (R$ 129,90 para três pessoas). Ambas as carnes são acompanhadas por bufê livre de acompanhamentos como maionese, feijão cavalo e outras opções rotativas.

As carnes estão disponíveis também para delivery. Depois de grelhadas, as peças são embaladas a vácuo para não perder a suculência e chegam na casa do cliente ainda quentes e com acompanhamentos inclusos.

Entre as porções de sucesso estão a carne de onça (R$ 24,90) e outros petiscos como mignon parmegiana (R$ 129 serve até três pessoas) que vem acompanhado de nhoque ou talharim e batata frita; tem ainda cubos de mignon com legumes, pernil suíno desfiado na chapa que chega a mesa com pão e vinagrete para o cliente montar seu sanduíche, e alcatra acebolada ou na versão oriental à base de molho tarê.

Em maio, vai estrear o novo cardápio que faz trazer mais cortes nobres de carnes como t-bone, short rib e prime rib. Para beber, tem chopes, cervejas e em breve um novo cardápio de drinks. 

Serviço

Av. dos Estados 481, Água Verde, Curitiba – 41 3107 3333; quitutto.com.br. Terça a sexta das 17h às 00h, sábado das 11h45 às 23h, domingo das 11h45 às 16h.

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Zapata Mexican Bar

Após a unidade no Centro Cívico, esse é o segundo empreendimento de rua do Zapata, que conta ainda com cinco unidades em shoppings. O novo endereço vai abrir no dia 27 de abril numa casa para 250 pessoas, sendo um deck com 100 lugares. 

O cardápio vai ser o mesmo das outras unidades com destaque para a sequência mexicana que conta com tacos, nachos, taquitos, pastelitos e minichurros com sorvete.

Serviço

Av. dos Estados 850, Água Verde, Curitiba. De terça a quinta e domingo das 11h30 às 00h; sexta e sábado das 11h30 às 2h.

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17 comentários sobre “Sem badalação, rua no Água Verde vira um dos maiores polos gastronômicos

  1. Moro na Avenida dos Estados e concordo que faltou a Hamburgueria Água Verde e o clássico da música autoral, Bar do Tátara. Além disso, vale ressaltar que aqui na avenida tem para todos os gostos e públicos, como o Boa Viagem que é uma opção barateza tanto no quesito bebidas, quanto nas comidas. Além dos bares em torno como o Jabuti, que é um clássico há anos no bairro.

  2. O melhor não foi citado? A hamburgueria agua verde foi uma das pioneiras e além de ter um publico fiel tem uma variedade de cervejas e hamburguers que nenhum outro bar em Curitiba tem.

  3. Estou procurando empresario da area gastronômica que tenha interesse em montar um espaço cultural em parceria nesta Rua.
    Interessados entrar em contato pelo tel. (41) 99933 3205. Whats

  4. Citar hambúrguer e cerveja artesanal na Avenida dos Estados e não falar da Hamburgueria Agua Verde nao faz sentido. Além de que é o melhor atendimento e variedade da região.

  5. Muito legal esta reportagem, porem realmente falhou ao não citar a “Hamburgueria Água Verde”.

    Outro famoso bar da região que poderia ser citado é o Jabuti, mas entendo que o mesmo está em uma paralela e não na Av. Dos Estados em si. Mas não tira o fato deste junto com o bar do falecido Sr, Tártara, e o “Bar do Nobre” serem o precursores da região.

  6. O Bar do Açougueiro nem deveria ser citado. Descumpriu com az regras básicas do enfretamento a Covid19 desde o começo. Aglomerações na entrada, não cumpriu o distanciamento social e nem sendo alertado fez algo diferente.

  7. Realmente como moradora no bairro desde 1964 faltou a Hamburgueria Água Verde, pois é nossa referência, inclusive para levar visitantes turistas quando vem nos visitar!

  8. Esta matéria, no meu ponto de vista, foi uma reportagem bem interesseira. Só focou os bares de “interesse de alguém” os demais bares nem foram mecionados.

  9. Infelizmente só citam os mais badalados, mas esquecem de quem levou a Av dos Estados a esse “sucesso”.

    O Jabuti não está na Av.dos Estados, mas contribui para a região a anos, o Bar do Nobre está há décadas ali e o bardo Tatára que foi um dos principais a movimentar a rua.

    Há 11 anos, TODAS AS SEMANAS, (exceto no último ano por conta da pandemia e pela perda do Tatára) leva uma media de 300 pessoas um único dia da semana. Um dos principais responsáveis pelo sucesso do, hoje, “polo gastronômico”.

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