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Flanelinhas são o novo alvo de vereadores em Curitiba

Depois das pessoas em situação de rua e dos restaurantes populares, cuidadores entram na mira da direita

Flanelinhas são o novo alvo de vereadores em Curitiba
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Depois das pessoas em situação de rua e dos restaurantes populares, os cuidadores de carro deverão se tornar o próximo alvo dos vereadores em Curitiba. Da Costa (União Brasil) apresentou no ano passado um projeto de lei para multar os flanelinhas que não têm autorização para trabalhar e Renan Ceschin (Podemos) anunciou uma "blitz" para denunciar supostos abusos e práticas de extorsão.

Em vídeo publicado em seus perfis nas redes sociais no fim do ano passado, Ceschin mostra uma abordagens em que obriga um flanelinha a devolver o dinheiro de um motorista e ameaça outro de prisão. "Trabalho com isso há 25 anos", informa o cuidador. "É, mas não pode. Cobrar dinheiro em via pública cobrando das pessoas de bem aqui?" responde o vereador. "Mas eu sou uma pessoa de bem também", responde o flanelinha.

Em seguida, ele ameaça o cuidador. "Eu vou dar uma volta aqui, se você estiver cobrando aqui eu não vou deixar fica". O flanelinha diz que vai ficar até 21 horas. "Você vai ficar? Então nós vamos chamar a polícia pra te prender". Ceschin, que fez a "blitz" na área do Jardim do Botânico e perto do estádio Couto Pereira, diz ainda que o trabalho "está apenas começando".

O projeto apresentado por Da Costa prevê que a atuação só será permitida para profissionais registrados na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho e na Secretaria de Trânsito. Eles deverão usar crachá e não poderão cobrar valores definidos, nem utilizar cones nas vias. A decisão de para fica a cargo do motorista. Em caso de descumprimento, o flanelinha fica sujeito a suspensão e multa que vai de R$ 200 a R$ 2 mil.

Mira nos mais pobres

Com essas iniciativas, flanelinhas se somam a usuários dos restaurantes populares e pessoas em situação de rua como alvos preferenciais dos parlamentares de direita em Curitiba. O vereador Eder Borges (PL) tentou retirar o programa Mesa Solidária do Centro da cidade e no ano passado Guilherme Kilter (Novo) fez uma "blitz" contra moradores de rua. Em vídeo publicados nas redes sociais, o vereador chegou a dar "voz de prisão" para um homem.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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