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Estudantes do Colégio Medianeira estão classificadas para competição internacional de robótica educacional

A WRO Open Championship Americas será em outubro na Cidade do Panamá

Estudantes do Colégio Medianeira estão classificadas para competição internacional de robótica educacional
Alunas do Medianeira, Letícia e Ana Luíza estão classificadas para prêmio internacional. Foto: Elis Dolinski/Medianeira
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Texto de Ketilyn Castro de Almeida

As estudantes do 5º ano, Ana Luíza e Letícia Marie, têm apenas 11 anos e já colecionam conquistas na robótica educacional. Elas participam das aulas de contraturno com a Robomind e, no final de agosto, conquistaram a medalha de prata no Future Innovators, na categoria Elementary, do WRO Brasil, considerada a Olimpíada Nacional de Robótica. O evento foi realizado em Jaraguá do Sul (SC), e o segundo lugar garantiu uma vaga na WRO Open Championship Americas, que ocorrerá entre os dias 19 e 21 de outubro, na Cidade do Panamá.

Para representar o Brasil na competição internacional, as meninas da equipe Ecologic desenvolveram o projeto de um robô capaz de detectar vazamentos em canos e tubulações. A ideia ganha ainda mais relevância quando considerados os dados do Instituto Trata Brasil, que apontam que 40,3% da água tratada no país é desperdiçada em vazamentos, fraudes e erros de medição.

Ana Luiza: protótipo baseado em ultrassom. Foto: Elis Dolinski/Medianeira

O projeto dialoga com a proposta pedagógica do Colégio Medianeira de formação integral, que prepara os estudantes para desenvolver pensamento crítico, cuidar da Casa Comum e assumir o propósito de colaborar na solução de problemas sociais e ambientais. Além disso, está alinhado a três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: Saúde e bem-estar (ODS 3), Água potável e saneamento (ODS 6) e Cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11).

Projeto premiado

O protótipo das estudantes utiliza um sensor de ultrassom para detectar furos nos canos. Quando não há problemas, acende uma luz verde; se o furo for de tamanho médio, a luz fica amarela; e, em caso de vazamento, a luz acende na cor vermelha, indicando um grande desperdício de água.

“Testamos o robô várias vezes. Primeiramente, fora do cano para ver como ele se movia e o que seria necessário melhorar. Depois, dentro do cano, com furos que simulavam o ambiente real de trabalho. Para os testes, tivemos que experimentar diferentes programações. No final, fizemos a programação definitiva, com o robô identificando os vazamentos, a coloração das paredes e retornando para a base”,  comenta Letícia.

Letícia Marie: testes com robô para identificar desperdício de água. Foto: Elis Dolinski/Medianeira

Ana Luíza conta que a motivação nasceu de duas preocupações: o prejuízo que a falta de água traz ao mundo e o impacto sobre as muitas espécies de plantas e animais sem acesso a esse recurso. “Nos preocupamos com a vida de milhares de famílias brasileiras vivendo sem água limpa e, consequentemente, as milhares de pessoas que ficam doentes por não terem acesso à água potável”, afirma.

Pedido de contribuição

Para representar o projeto no Panamá, as famílias das estudantes estão pedindo doações e parcerias. Se você ficou interessado e deseja colaborar pode enviar sua contribuição pelo pix: [email protected] (Karine Moura Vieira – Banco Inter).

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Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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