A Justiça Federal incluiu Curitiba, Almirante Tamandaré, Itaperuçu e Rio Branco do Sul, além do Ministério Público Federal, como interessados na Ação Civil Pública movida pelo Estado do Paraná que pede a retirada dos trens de carga do perímetro urbano. A decisão, publicada na última segunda-feira (24), trata do Ramal Ferroviário Norte, de aproximadamente 45 quilômetros, que atravessa áreas densamente povoadas da capital e da Região Metropolitana.
O principal argumento do Estado é o risco de acidentes. Dados da ANTT mostram que entre janeiro de 2004 e agosto de 2025 Curitiba registrou 437 ocorrências ferroviárias, liderando o ranking nacional.

Além da segurança, a ação aponta baixa viabilidade econômica do ramal e poluição sonora provocada pela circulação dos trens, especialmente pelos apitos em horários noturnos.
Na capital, os trilhos passam por bairros como Centro, Cabral, Alto da XV, Cristo Rei, Cajuru e Uberaba. O governo estadual busca acelerar a retirada dos trens antes da nova concessão da Malha Sul, prevista para 2027.
Paralelamente, lideranças políticas e empresariais do Paraná têm se articulado em Brasília para incluir a construção do contorno ferroviário de Curitiba e dos ramais Leste e Oeste nos editais da concessão da Malha Sul.
Em julho, a segunda sessão pública da Audiência Pública nº 11/2026 foi realizada em Curitiba pela ANTT, recolhendo contribuições para os estudos e minutas de edital e contrato da futura concessão da Malha Sul. Após análise das contribuições, avaliação técnica da ANTT e controle externo do TCU, o projeto poderá avançar para as próximas etapas do processo regulatório.
