O senhor josé Dutra Hagebock, 75, está internado no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Ele conseguiu o leito hospitalar nesta quinta-feira (11), depois de seis dias aguardando uma vaga da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campo Comprido.
O idoso foi transferido depois de várias reclamações da família, que acionou a Defensoria Pública do Estado, o Ministério Público do Paraná (MPPR) e também deu entrevista ao Plural sobre o caso. A transferência ocorreu depois que a reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da prefeitura de Curitiba.
Hagebock convive com demência desde 2023 e em abril deste ano teve um agravamento no quadro clínico. Posteriormente, um exame PET-CT confirmou o diagnóstico de doença de alzheimer. Desde então, o paciente passou a receber tratamento e acompanhamento médico para tratar esta condição.

De acordo com a família, no dia 6 de junho houve um novo agravamento de seu estado de saúde, o que motivou outro chamado ao Samu. Ele foi encaminhado à UPA Campo Comprido, onde contraiu pneumonia no dia 10.
Atendimento
Ao Plural, um dos filhos do paciente, Rafael Hagebock, explicou que a família aguardava a transferência por entender que a estrutura de hospitais é mais robusta para atender às necessidades do pai. “Sabemos que existe a fila, respeitamos isso, mas ele já está desde o dia 6, então é muito tempo”, disse, antes da transferência.
Em nota, a SMS destacou que a central de leitos de Curitiba regula as vagas hospitalares “de acordo com o quadro de saúde do paciente, sendo que durante a permanência na UPA, o caso foi avaliado em teleconsultoria de neurologia, garantindo a assistência necessária”.
Sobre o caso específico do senhor Hagebock, após a transferência ocorrida na tarde dessa quinta-feira (11), a pasta disse que “no período em que foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento, foram realizados exames e administrados os medicamentos necessários para estabilização de seu quadro de saúde”.
