Começou a 22ª edição da Jornada de Agroecologia começa nesta quarta-feira (6), com a Marcha por Terra, Teto e Agroecologia pelo centro da capital, seguida por sessão solene na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
O evento, realizado no Plenário da Casa de Leis, foi organizado pela Frente Parlamentar da Agroecologia e da Economia Solidária, coordenada pelo deputado Professor Lemos (PT) e que tem como membros os deputados Goura (PDT), Moacyr Fadel (PSD), Dr. Antenor (PT), Arilson Chiorato (PT), Luiz Claudio Romanelli (PSD), Evandro Araújo (PSD), Requião Filho (PDT), Renato Freitas (PT), Ana Júlia (PT) e Luciana Rafagnin (PT).
Os parlamentares destacaram a importância da jornada para protagonizar a autuação da agricultura familiar na produção de alimentos sem agrotóxicos.
Roberto Baggio, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmou que a Jornada reforça a luta por uma sociedade sustentável, com equilíbrio ambiental, justiça social e alimentação saudável. Para ele, a solenidade na Casa de Leis é um gesto de reconhecimento e gratidão.
“Esse momento nos motiva a seguir nesse caminho de construir uma sociedade agroecológica. É um incentivo à luta e ao fortalecimento de políticas públicas que assegurem um modelo de desenvolvimento baseado no cuidado com a natureza, com o alimento e com as pessoas”, declarou.
A mobilização pelo centro de Curitiba expressou lutas que têm ganhado força em todo o Brasil. Entre elas a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, com o fim da escala 6×1; a taxação dos super-ricos e isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil; e contra o Projeto de Lei (PL) 2.159/2021, que cria a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, nomeado por movimentos populares e ambientalistas como “PL da Devastação”, por trazer diversos retrocessos ambientais.

Além dos deputados, também estiveram presentes representantes do Governo Federal e Estadual. O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Paraná (Ibama), Ralph Medeiros de Albuquerque, lembrou também a atuação dos movimentos sociais do campo na luta pela preservação ambiental. “A carta da Jornada, por exemplo, traz como um de seus eixos centrais a recuperação massiva da Mata Atlântica. Essa pauta dialoga diretamente com a missão e a visão do Ibama”.
Outro assunto abordado durante a sessão foi a necessidade de construção de políticas voltadas para a regularização fundiária, o que, para o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Paraná (Incra/PR), Nilton Bezerra Guedes, está no escopo das discussões da Jornada. “A Jornada cumpre um papel fundamental ao dar visibilidade à construção de políticas públicas voltadas à agroecologia, à regularização fundiária e à proteção ambiental. Ela mobiliza, informa e capacita”, afirmou.



Agricultores marcharam pelo centro de Curitiba até chegar à Alep | Fotos: Tami Taketani/Plural.Trat
Para a superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no Paraná (MDA/PR), Leila Klenk, a Jornada é um grito de alerta e de esperança por um futuro saudável no campo e na cidade. “O mundo pede alimentos saudáveis. A agroecologia oferece mais do que isso. Ela oferece um modo de vida saudável para as famílias do campo, que se transforma em comida de verdade na mesa das pessoas da cidade”, afirmou.
A programação completa da Jornada de Agroecologia está disponível aqui.
*Com Alep