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Conta de luz da Copel vai aumentar em média 20,51% para os paranaenses

Revisão tarifária foi aprovada pela Aneel mesmo após consulta pública e entra em vigor a partir desta quarta-feira, 24

Conta de luz da Copel vai aumentar em média 20,51% para os paranaenses

As quase 5,3 milhões de unidades consumidoras da Companhia Paranaense de Energia (Copel) vão pagar mais caro para utilizar energia elétrica a partir desta quarta-feira (24). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou um reajuste médio de 20,51% nas tarifas da distribuidora. A taxa aprovada é mais de quatro vezes superior à inflação projetada para o Brasil em 2026, medida pelo IPCA, que deve fechar o ano na casa dos 4,9%. O reajuste atinge residências, comércios, propriedades rurais e indústrias. O aumento da baixa tensão ficou na casa dos 19,85%, já o da alta tensão em 21,87%. 

Com uma receita anual na casa dos R$ 16 bilhões e uma base de clientes espalhados por 98% do território paranaense, a Copel foi privatizada sob o governo Ratinho Júnior (PSD) com a justificativa de modernização. A empresa enxugou seu quadro de funcionários e, agora, defende a tarifa mais cara sob o pretexto de reverter os valores em melhorias operacionais.

Após privatização Copel cortou um quarto dos funcionários
Desde 2010 a empresa já reduziu pela metade a força de trabalho contratada

Revisão e novas cobranças

Diferentemente do repasse anual da inflação, a Revisão Tarifária Periódica é feita a cada cinco anos. A Aneel reavalia os investimentos na rede elétrica, calibra as exigências de eficiência e redefine a margem de ganho sobre a estrutura da distribuidora, mexendo diretamente no retorno financeiro dos acionistas. Houve também uma consulta pública, mas como, segundo a Copel, o reajuste foi mantido em grande parte, o aumento tarifário passa a valer a partir deste mês de junho. 

Embora o setor de alta tensão tenha ficado com a média de 21,87%, a proposta preliminar da Aneel indicava que classes industriais específicas (como a A2) poderiam sofrer picos de até 51%. Para conter um impacto inflacionário ainda mais severo, a Aneel aplicou o diferimento tarifário, um instrumento que posterga a liquidação de custos do sistema. Na prática, a agência reteve R$ 1,1 bilhão da base de cálculo atual, transferindo a recuperação dessa receita para os próximos ciclos de atualização da Copel, o que será sentido pelos consumidores em parcelas futuras.

Texto de Marya Marcondes, aluna de Jornalismo da UFPR
Sob orientação de Rogerio Galindo

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Marya Marcondes

Marya Marcondes

Estagiária do Jornal Plural. Estudante de Jornalismo da UFPR. Palmeirense e colecionadora de hobbies.

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