Na última segunda-feira (5), servidores do quadro geral e do magistério de Araucária completaram oito dias de greve. Representantes do SIFAR, do SISMMAR e do Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA) se reuniram para discutir alterações na Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 11/2026, especialmente em relação ao FPMA.
Segundo os sindicatos, foram apresentadas propostas de mudanças no artigo 71 da Lei Orgânica, ampliando garantias de autonomia do FPMA em relação ao Executivo. A prefeitura, porém, discordou de alguns pontos. Uma nova reunião está marcada para esta terça-feira (6), às 15h.
De acordo com o SIFAR, “embora o avanço em relação às discussões do fundo de previdência seja essencial, até o momento a administração de Gustavo Botogoski (PSD) se nega a discutir os demais pontos da PELO nº 11/2026, como o corte do salário dos seis servidores que estão na diretoria liberada dos sindicatos (SIFAR e SISMMAR); a possibilidade de que a prefeitura não nomeie os diretores(as) de escola eleitos para dar lugar a quem o prefeito quiser através de decreto; e o enfraquecimento da conferência de saúde”.
A reunião de segunda-feira ocorreu sem a presença do prefeito, mas contou com representantes da gestão, como o procurador-geral Gelson Luiz Mezzomo e o secretário de governo Robison Furman.

Histórico da greve
A paralisação começou na manhã de terça-feira (29), quando servidores acompanharam a votação em primeiro turno da proposta na Câmara Municipal. O projeto foi aprovado por maioria, com 10 votos favoráveis, 1 contrário e 2 ausências, e aguarda segunda discussão e votação.
No dia seguinte, os servidores ocuparam o gabinete do prefeito Gustavo Botogoski e passaram a noite na prefeitura em busca de diálogo com a administração.

De acordo com os sindicatos, a greve será mantida até que haja acordo com a prefeitura. A próxima votação da proposta está marcada para o dia 13 de outubro na Câmara Municipal de Araucária.

