O júri do caso Marcelo Arruda, guarda municipal de Foz do Iguaçu morto no dia da sua festa de aniversário começou em Curitiba nesta terça-feira (11). O crime aconteceu na madrugada de 10 de julho 2022 e o Tribunal do Júri vai decidir qual o destino do réu Jorge Guaranho, ex-policial penal que atirou contra a vítima.
A primeira parte do júri foi destinada para a escolha dos setes jurados, que é feita entra dezenas de jurados convocados, dos quais sete são sorteados e precisam ser aceitos ou rejeitados por defesa e acusação.
Um dos convocados se declarou suspeito e foi dispensado. Os demais participaram do sorteio, que chegou ao resultado: quatro mulheres e três homens.
As juradas mulheres são: uma dona de casa, uma bancária, uma auxiliar de cozinha e uma estudante de Direito. Os homens são: um empresário, um vendedor e um técnico de petróleo e óleo.
Júri
Guaranho, vestido de camisa azul, usando muletas e óculos, acompanhou a fala da primeira testemunha, a companheira Pâmela Silva, olhando para a promotoria, que fica à frente.
Pâmela Silva, mãe de dois, dos quatro filhos da vítima, ficou sentada de costas para o público, assim como as demais testemunhas, e contou sobre os dias anteriores ao dia da festa.
A família da vítima e amigos usaram preto para acompanhar os trabalhos e se posicionaram à esquerda do Tribunal.
A defesa do acusado e a família, se sentaram-se à direita. Cerca de cem pessoas acompanharam as primeiras horas do júri.
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Antes do início do júri, a defesa do acusado afirmou que o crime não foi político, embora Guaranho tenha gritado “Mito, mito”, se referindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes de atirar contra Marcelo Arruda, que era petista. “Não tem nada a ver com política. Aguardamos um julgamento justo”, disse Eloi Dore.
Marcelo Arruda era tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Foz do Iguaçu e chegou a concorrer ao cargo de vice-prefeito da cidade.
A festa tinha um tema alusivo ao presidente Lula e ao PT. Por meio de câmeras de segurança acessadas por terceiros, Guaranho viu as imagens e foi até o local mesmo sem conhecer ninguém.
No local, ele e a vítima discutiram. O autor do crime saiu, mas retornou instantes depois. Ele atirou contra o aniversariante, que morreu no local.
Marcelo Arruda também estava armado - já que era guarda municipal, e conseguiu revidar ao ataque atingindo Guaranho, que foi socorrido e levado ao hospital.
Ao longo do júri defesa e acusação vão recontar os fatos do dia do crime e para sensibilizar os jurados concordarem com a condenação ou absolvição do réu, que responde por homicídio duplamente qualificado. O júri é conduzido pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler.