A vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, na região Oeste do Paraná, defendeu a separação do Brasil e criticou nordestinos que votaram no presidente Lula (PT), reeleito neste domingo com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos votos válidos.
A vereadora é natural de Santa Catarina, tem Ensino Médio Incompleto e se declarou empresária. Ela obteve 890 votos na última eleição.
Durante a sessão desta segunda-feira (26), transmitida ao vivo pelas redes sociais, ela lamentou o resultado das eleições e questionou a autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aumentar o horário de votação depois de dezenas de relatos de atrasos nos transportes públicos em cidades do Brasil.
Os atrasos motivaram a coligação Brasil Pronto Pra Mais, do PT, a entrar com ação TSE denunciando falta de transporte em cidades de, pelo menos, nove estados do país: Bahia, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.
Por outro lado, a campanha do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) pediu a ampliação do horário de votação em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul até 19h por conta das chuvas.

Apesar da ambas as candidaturas terem pedido mais tempo para os eleitores, a vereadora Salete criticou apenas a coligação de Lula. “O sistema eleitoral está corrompido. Quando aconteceu isso nas eleições de prorrogar”, disse.
Depois disso, ela falou sobre baianos e nordestinos que votaram em Lula e que eventualmente precisem da ação da Câmara. “Eu não estou dizendo que eu não vou ajudar, mas eu não quero ver mais um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade (...) Cuide agora da sua vida lá [na sua cidade natal], porque os baianos, os nordestinos, enfim, assim o quiseram”, mencionou.
A fala foi associada ao mesmo comportamento xenofóbico de outra vereadora do Paraná, Tathiana Guzella (PL), que também é imigrante de Santa Catarina, e fez falas contra a vereadora Vanda de Assis (PT), que é nordestina.
Além disso, Salete também sugeriu que pessoas do nordeste são desordeiras e que o país deveria ser separado. “E nós, ordeiros, trabalhadores aqui, vamos ter que sustentar aqueles municípios, aqueles Estados (...). Deveríamos nos unir e fazer a divisão desses países, então eu lamento muito”.
A Câmara Municipal de Nova Santa Rosa foi procurada pelo Plural para comentar a manifestação discriminatória da parlamentar, mas ainda não retornou ao contato. O texto será atualizado se isso ocorrer.
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