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Secretária de Educação de Moro tem histórico de conflito com sindicato que representa trabalhadores

Gavioli atualmente é secretária de Educação no Estado de Goiás

Secretária de Educação de Moro tem histórico de conflito com sindicato que representa trabalhadores
Em Goiás, Fátima Gavioli concorreu ao cargo de deputada federal e obteve 54.954 votos pelo PSD, partido de Ratinho Jr. | Foto: divulgação

O governador eleito Sergio Moro convidou a professora Fátima Gavioli para ser secretária de Educação no Paraná. Atualmente a educadora é secretária em Goiás, Estado pelo qual concorreu as últimas eleições ao cargo de deputada federal e obteve 54.954 votos pelo PSD, partido de Ratinho Jr.

Gavioli é paranaense, de Goioerê, no noroeste do Estado. Ela é professora de Ensino Médio e também já atuou na secretaria de educação de Rondônia.

Segundo a plataforma Lattes, ela é graduada em Letras pela Faculdade de Educação de Cacoal (1997), e em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (2003). Também é licenciada em pedagogia pela Universidade Norte do Paraná (2011) e Mestre em educação pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (2008). Ela fez doutorado em Psicologia pela PUCRS e em 2017 foi um dos “talentos” da Rede Lemann.

Segundo a equipe de Moro "um dos principais resultados de sua gestão foi a evolução do ensino médio goiano no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), cuja nota saltou de 3,9, em 2017, para 5,0, em 2025”.

Fátima Gavioli é o segundo nome anunciado por Sergio Moro para compor o secretariado do futuro governo do Paraná. O primeiro foi o de Priscilla Santana, escolhida para comandar a Secretaria de Estado da Fazenda. A definição dos nomes faz parte da montagem da equipe que estará à frente da administração estadual a partir de janeiro de 2027.

Tensão

Atualmente, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO) batalha melhorias nas condições de trabalho para educadores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O imbróglio ocorre principalmente devido a não-convocação de aprovados em concurso público, os descontos sobre gratificações durante licenças médicas, a atualização do auxílio-alimentação, a jornada de trabalho e o enquadramento dos administrativos.

No caso do concurso, o Sintego alerta que a validade é em janeiro de 2027, por isso a convocação é urgente.

Outra reivindicação é o fim do desconto integral da gratificação de regência e da Gratificação de Dedicação Plena e Integral (GDPI) dos profissionais que apresentam atestados médicos por mais de três dias.

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Neste ano, Gavioli também enfrentou problemas com o sindicato depois do suicídio de um professor, atribuído, entre outros, a questões de trabalho. Na ocasião, ela afirmou ser vítima de violência de gênero por parte do sindicato.

Outro fato que criou desgaste entre sindicalistas e a futura secretária do Paraná, foi a reclamação de uma professora que é mãe e precisou se ausentar para levar o filho ao médico, cujo regime de contratação temporário da Secretaria Estadual de Goiás, não previa recebimento de atestado de acompanhamento. Segundo o Sintego, “ela relatou um caso vivenciado por ela recentemente – foi marcada como faltosa na situação em que precisou levar seu bebê ao médico – e, ao apresentar o questionamento à secretária, a retaliação veio rápido: foi comunicada da rescisão do seu contrato quando chegou à escola no dia seguinte”.

 

 

 

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Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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