O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), anunciou o primeiro nome de sua equipe. A economista Pricilla Maria Santana será secretária da Fazenda – atualmente é secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul. Ela é graduada em Ciências Econômicas, Direito e História e já atuou no Ministério da Fazenda, na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e no Tesouro Nacional.
No ano 2000, Pricilla era coordenadora-geral de Serviços Públicos e Infraestrutura do Ministério da Fazenda quando a pasta emitiu um parecer técnico recomendando a operação que levou à privatização da Cemar (Companhia Energética do Maranhão). O grupo norte-americano PPL Global arrematou a estatal por R$ 522 milhões.
Depois da privatização, a Cemar entrou em colapso financeiro e o Maranhão enfrentou apagões e racionamentos no fornecimento de energia por quase dois anos. Em agosto de 2002, a Agência Nacional de Energia Elétrica decretou intervenção administrativa na Cemar, que durou até 2004, Houve a renegociação da dívida com a Eletrobras e a companhia passou a ser gerida pelo Grupo Equatorial.
A economista também integrou o Conselho Fiscal da BR Distribuidora entre abril de 2016 e agosto de 2019, período que coincide com a venda de ações da empresa pela Petrobras, em julho de 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Com a privatização, o Estado perdeu a capacidade de conter a alta dos combustíveis.
Esse processo, somado à Política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada em 2016, durante o governo de Michel Temer (e mantida por Jair Bolsonaro), fez com que o litro da gasolina chegasse a custar até R$ 10,50 no Acre. No Paraná, o valor chegou a R$ 7,50 em junho de 2022. A política atrelava o preço de combustíveis ao mercado internacional e foi encerrada em maio de 2023 pelo governo Lula (PT).
Sergio Moro comemorou a aceitação do convite. "Pricilla Santana é uma economista renomada, com reputação ilibada e ampla experiência técnica e administrativa em diversos órgãos federais e estaduais, sempre se destacando por onde passou. Nos últimos anos, manteve as contas do Rio Grande do Sul em ordem mesmo diante de desafios fiscais consideráveis", afirmou o governador eleito em nota.