Pular para o conteúdo

Câmara de Curitiba avalia regras para data centers na cidade

Texto já passou por duas modificações e esbarra na questão da sustentabilidade

Os data centers, pelo novo texto, precisarão de um plano de gestão ambiental que apresente mitigação de impactos e eficiência operacional | Foto: divulgação/Gov.
Os data centers, pelo novo texto, precisarão de um plano de gestão ambiental que apresente mitigação de impactos e eficiência operacional | Foto: divulgação/Gov.
Publicado em:

No dia 11 de novembro está prevista inauguração de mais um data center em Curitiba, cuja operação terá capacidade de 3,5 MW e estrutura de 8.800 m², segundo o Grupo ABL, responsável pela plataforma Astella. Enquanto a empresa faz os últimos ajustes para inauguração, na Câmara de Curitiba vereadores ainda não chegaram a um consenso para as regras deste tipo de operação na capital.

Uma nova redação está tramitando, diferente da anterior, que previa exigir autossustentabilidade hídrica e energética dos data centers instalados na cidade. O novo texto abandonou a exigência disso e amenizou a questão para as empresas, que devem adotar “boas práticas ambientais”, como o “uso racional dos recursos nacional”.

Assim, o novo texto estabelece diretrizes de reuso de água, fontes renováveis, monitoramento e gestão ambiental. Este novo texto foi apresentado em agosto e alterou também a expedição de alvarás: no projeto original, a expedição do alvará dos estabelecimentos que operassem data centers ficaria condicionada ao cumprimento da futura lei. Agora tanto a expedição quanto a renovação do alvará ficam condicionadas ao cumprimento das diretrizes da futura lei e dos procedimentos definidos em regulamentação do Poder Executivo.

Empréstimo francês irá bancar data center com dados dos curitibanos
Parte dos € 100 milhões pleiteados pela Prefeitura vai para a 2ª fase do Hipervisor Urbano, plataforma do IPPUC que reúne dados públicos e privados, usa inteligência artificial e cria um “gêmeo digital” de Curitiba

Curitiba, segundo o Data Center Map, há sete data centers em operação. Os dados são mapeados pela própria plataforma. O próximo data center a começar a operação é do grupo ABL, que terá “refrigeração líquida para racks de alta densidade”. De acordo com a empresa, o investimento será de R$ 1 bilhão ao longo da próxima década.

O modelo de negócio deste e de outros data centers foi pensado sem haver uma lei municipal, portanto, depois da aprovação do projeto – que ainda não tem data para ser votado – as empresas terão prazo de até um ano para se adequar após a publicação.

Impacto ambiental

Os data centers, pelo novo texto, precisarão de um plano de gestão ambiental que apresente mitigação de impactos e eficiência operacional, além de seguir as regras já existes.

Contudo, o texto que está em tramitação (leia aqui) não cria obrigações técnicas rígidas e diz que cada empresa pode respeitar a “viabilidade econômica” do negócio.

O substitutivo, que é de iniciativa do vereador Nori Seto (PP), também foi ajustado para atender integralmente às normas de técnica legislativa previstas na Lei Complementar Federal nº 95/1998 e no Decreto nº 12.002/2024, corrigindo redação, estrutura, forma de parágrafo único, uso de conjunções e demais aspectos formais apontados pela Procuradoria Jurídica.

 

 

 

Newsletter

O que aconteceu em Curitiba e no Paraná hoje, em cinco minutos

De segunda a sexta, no fim do dia, direto no seu e-mail.

Sem spam. Você pode cancelar quando quiser.

Falta um passo

Enviamos um link para o seu e-mail. Clique nele para confirmar o cadastro.

Não conseguimos concluir agora. Tente de novo em instantes.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

Todas as reportagens

Mais em Curitiba

Ver todos

Mais de Aline Reis

Ver todos