O vereador Lórens Nogueira (PP) vai depor aos colegas no Processo Ético-Disciplinar (PED) que apura a prática de ‘rachadinha’, da qual o parlamentar é acusado após operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrar a Operação Déjà-Vu.
E repercussão do caso fez com que a bancada do Partido Novo (Guilherme Kilter, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Éder Borges e Bruno Secco) protocolasse denúncia que deu início ao PED.
Nesta quinta-feira (02) foram ouvidos testemunhas e informantes sobre o caso em uma reunião que durou mais de três horas. As falas foram acompanhadas pelo acusado, que estava representado pelo advogado Jefferson Costa Vilela Pereira, que também fez perguntas aos depoentes.

Das 27 testemunhas inicialmente arroladas para falar à Processante nesses dois dias, 8 foram dispensadas. Ontem, 7 foram ouvidas de manhã e 5 no período da tarde. Durante a reunião, foram ouvidos Tatiana Lima, Paulo Azevedo, Laura Bianchi, Thiago Barbosa Furtado, Elisabeth Lourenço, Márcia Rebellato e Lawrence Nogueira. As oitivas seguiram a ordem definida pela Comissão Processante para a conclusão da fase de escuta das testemunhas indicadas pela defesa.
Tatiana Lima, integrante do Instituto Grupo Solidário, depôs na condição de informante, por ser mãe de Lórens Nogueira. Também foi ouvido Lawrence Nogueira, jornalista e pai do parlamentar, igualmente na condição de informante, e não de testemunha. Os pais do vereador são divorciados.
Os demais depoentes foram ouvidos como testemunhas. Paulo Azevedo é ex-integrante do instituto; Laura Bianchi já atuou como voluntária do Instituto Grupo Solidário e frequenta os eventos; Thiago Barbosa Furtado é instrutor de artes marciais no instituto; Elisabeth Lourenço é aluna das atividades; e Márcia Rebellato atua como voluntária.
A próxima etapa é ouvir o acusado e, depois, os membros do Conselho de Ética e Decoro encaminham recomendação ao plenário sobre cassação ou outro tipo de punição ao parlamentar, ou ainda absolvição.
Relembre
Em 26 de maio de 2026, cerca de R$ 100 mil em dinheiro foram apreendidos em duas malas em um dos endereços do vereador Lórens Nogueira, investigado por esquema de rachadinha e peculato. A investigação incluiu um vídeo em que o parlamentar aparece recebendo R$ 5,6 mil em espécie de uma funcionária.
*Com Câmara Municipal de Curitiba
