No início desta semana, a votação que decidiria se a Câmara Municipal aceitaria as denúncias no processo ético-disciplinar (PED 1/2026) contra o vereador Eder Borges (NOVO) foi suspensa por decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná. (TJPR) Diante da liminar, a Câmara Municipal deve recorrer da decisão nos próximos dias.
Em nota enviada ao Plural, a Câmara informou que "irá apresentar um agravo interno contra a liminar que suspendeu, na última segunda-feira (10), a apreciação de duas denúncias contra o vereador. As denúncias foram apresentadas no âmbito do PED nº 1/2026, que pode resultar na abertura de uma Comissão Processante para apuração dos fatos”.
Caso a suspensão seja revertida, a Câmara poderá retomar a tramitação do caso no ponto em que foi interrompida.
Por que o processo volta ao plenário?
O processo contra Borges foi aberto em abril, após representação das vereadoras Angelo Vanhoni (PT), Camilla Gonda (PSB),Giorgia Prates (PT), Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT). Após análise da Corregedoria, o caso foi encaminhado ao Conselho de Ética, que avaliou provas e recomendou a suspensão de 120 dias do mandato do vereador.

Como o Conselho de Ética apenas investiga o caso e emite um parecer, cabe ao Plenário decidir o que acontece com o parlamentar. O Plenário é quem toma as decisões definitivas sobre o cargo de um representante eleito, o regimento exige que a palavra final seja dada com votação de todos os parlamentares.
Impedimentos e suplentes
Os vereadores que assinaram a representação estão impedidos de participar da votação. Foram convocados suplentes para a sessão, conforme o rito do Decreto-Lei 201/1967: Andreia de Lima (suplente de Vanhoni), Rejane Soldani Sobreiro (suplente de Camilla Gonda), Hermes Silva Leão (suplente de Giorgia Prates), Salles do Fazendinha (suplente da Professora Angela) e Gerolane Ferreira (suplente de Vanda de Assis).
