O corregedor da Câmara de Curitiba, Sidnei Toaldo (PSD), decidiu arquivar mais três representações feitas contra vereadoras da cidade. As denúncias envolviam as vereadoras de oposição Camilla Gonda (PSB), Vanda de Assis (PT) e Giorgia Prates (PT). Segundo a Corregedoria, não havia motivo para se falar em quebra de decoro parlamentar por parte das vereadoras.
Giorgia Prates foi denunciada depois de confrontar o vereador Eder Borges (PL) por uma citação à Ku Klux Klan em plenário. Num debate sobre armamentismo, Borges disse que a esquerda estava agindo como a Ku Klux Klan (organização racista que por décadas assassinou negros nos Estados Unidos), que segundo ele teria atuado para desarmar os negros norte-americanos.
Indignada com a citação ao grupo racista, Giorgia apresentou uma denúncia contra Eder Borges, que foi arquivada. Como resposta, o vereador do PL apresentou também uma denúncia contra a petista, que agora também foi arquivada pela Corregedoria.
As duas outras denúncias arquivadas por Toaldo envolviam Camilla Gonda. Uma delas foi apresentada por Renan Ceschin (Podemos), que se sentiu ofendido por um suposto "deboche" de Camilla e da vereadora Vanda de Assis durante um discurso seu na tribuna. As duas, disse ele, estariam rindo enquanto ele falava.
A outra denúncia contra Camilla Gonda foi apresentada por Olímpio Mundo Polarizado (PL) e tinha a ver com uma disputa dos dois sobre gênero. Olímpio disse que a vereadora só fazia fotos de salto alto nas redes sociais, e foi acusado por Gonda de machismo e de violência de gênero. O vereador se sentiu ofendido e apresentou a denúncia, agora também arquivada.