De acordo com os técnicos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) mesmo o ciclone extratropical não passando pelo Estado, está causando impactos em toda a região litorânea.
Em Paranaguá, a velocidade média registrada pelo Simepar na última terça-feira (09) não tinha passado dos 9 km/h, já nesta quarta-feira, após as 5h, os ventos registravam uma velocidade entre 9 km/h e 18 km/h.
No bairro Bockmann, próximo ao Centro Histórico da cidade, um outdoor não aguentou a força do vento e caiu sobre um veículo estacionado próximo ao local, por sorte ninguém se feriu. Outras situações mais comuns, como quedas de árvores e galhos, assim como destelhamento de várias edificações, também foram mencionadas por vários moradores das cidades do Litoral nas redes sociais.
CICLONE
Para Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar, o ciclone extratropical está atuando no Rio Grande do Sul, mais precisamente na região litorânea, e provocando rajadas de vento de quase 100 km/h nesta quarta. "Especialmente nas cidades portuárias teremos um pouco mais de problemas, em função do mar mais agitado, e as rajadas de vento dificultam a navegação”, explica. Apesar do vento forte, o tempo fica mais abafado e com temperaturas acima dos 25°C em todo o Estado.
NAVEGAÇÕES
Nesta quinta-feira (11), a direção dos ventos muda, deixando de ser forte e constante no continente e causando impactos no mar. “O vento não será de sudoeste e oeste como nesta quarta-feira, mas sim de sul e sudeste, o que deixa o mar mais agitado em toda a região litorânea do Paraná. Inclusive, poderemos ter algumas ondas mais altas que prejudicam também a navegação no Porto de Paranaguá”, detalha o meteorologista.
CHUVA
Nesta quinta-feira (11), a intensidade do ciclone diminui significativamente, com redução dos ventos e as possibilidade de pancadas rápidas de chuva aumentam apenas na Região Oeste. Na sexta-feira (12), este sistema meteorológico não terá mais influência sobre o clima no Paraná, mas um novo se forma sobre o Paraguai, favorecendo novamente a formação de temporais, que podem impactar as regiões Oeste e Noroeste do Estado.