Contra privatização de Greca, unidades de pronto-atendimento votam greve | Plural
26 jun 2019 - 16h13

Contra privatização de Greca, unidades de pronto-atendimento votam greve

Terceirização aprovada por Greca desagrada funcionários da saúde

Desde que a prefeitura de Curitiba anunciou a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), funcionários da área da saúde demonstram seu descontentamento com a iniciativa. Nesta quarta-feira (26), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc) organizou novo protesto em três das principais unidades da capital e chamou os trabalhadores para a assembleia-geral na próxima sexta (28), na qual será votado o início da greve nas UPAs. O movimento buscar evitar a gestão das unidades pelas Organizações Sociais (OS) e pode reforçar a greve dos servidores estaduais, que começou nesta terça (25) em todo Paraná.

“Estamos apoiando a greve estadual pois o desmonte não está só em Curitiba, está em todo o Paraná. Repudiamos tudo o que vem tirar direitos dos trabalhadores”, afirma a diretora do Sismuc, Ivani Amaro dos Santos. “Chamamos os servidores para a assembleia na sexta, às 18h30, na sede do Sismuc, em Curitiba, para definirmos nossas próximas ações”, ressalta.

Protesto na UPA Boa Vista. Foto: Sismuc

Os protestos desta quarta foram no Sítio Cercado, Boa Vista e Cajuru – as próximas unidades a serem terceirizadas pela Prefeitura – e envolveram cerca de 100 servidores. Houve carro de som, faixas, panfletos e conversas. Mas, segundo o Sismuc, houve também coação e assédio por parte de alguns superiores, na tentativa de evitar manifestações.

“A terceirização dos serviços da saúde não é uma opção para a prefeitura. A opção é investir na saúde e no servidor, que está com sobrecarga de trabalho nas UPAs e sob ameaça de ter direitos retirados, com contratos por tempo determinado, quando há muitos aguardando serem chamados em concursos públicos já aprovados”, diz Ivani. “A saúde do cidadão não é mercadoria, é um direito de quem paga muito imposto. Agora, o prefeito quer entregar o patrimônio público para empresas terceirizadas e precarizar os serviços.”

Foto: Sismuc

De acordo com a diretora, foi encaminhado um ofício à prefeitura solicitando uma mesa de diálogo sobre a questão, mas até agora não houve retorno. Atualmente, são cerca de seis mil servidores na área da saúde em Curitiba. Destes, dois mil atuam nas nove UPAs da cidade, segundo o sindicato.

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