18 jun 2019 - 0h08

UPA que Greca quer usar de modelo não tem pediatra

Única Unidade de Pronto Atendimento de Curitiba já sob a gestão de uma Organização Social (OS), a UPA da CIC não tem pediatras. Dados de…

Única Unidade de Pronto Atendimento de Curitiba já sob a gestão de uma Organização Social (OS), a UPA da CIC não tem pediatras. Dados de atendimentos realizados pelas unidades de saúde da capital e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) mostram que a UPA tem um pediatra cadastrado, mas no período de fevereiro a abril de 2019, foram realizadas apenas 18 consultas da especialidade, todas em março.

De todas as nove UPAs da cidade, apenas a da CIC não tem especialistas para atender crianças. A unidade da CIC é também a que tem menor carga horária contratada de médicos especializados em pediatria: 12 horas semanais. Isso, porém, não significa que a demanda por atendimento pediátrico seja menor na região. No mês de março, indica o relatório da subcomissão de urgência e emergência do Conselho Municipal de Saúde, 2.770 atendimentos infantis foram realizados pela unidade.

Na UPA Boqueirão, que teve volume semelhante de atendimentos de crianças – 2.527 em março – a equipe médica conta com nove pediatras e 172 horas semanais contratadas. Na UPA Campo Comprido, os 2.185 atendimentos infantis foram realizados por uma equipe de cinco pediatras com 155 horas semanais contratadas.

A UPA da CIC é o modelo que a prefeitura de Curitiba, sob a gestão de Rafael Greca (DEM), pretende estender para toda a cidade. Na próxima quarta-feira, dia 19, o Conselho Municipal de Saúde irá discutir a expansão do modelo de gestão por organizações sociais para as demais unidades. Segundo a prefeitura, o sistema é mais barato e agiliza a reposição de profissionais.

Questionada sobre a ausência de pediatras, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não há exigência legal de que as UPAs tenham médicos especialistas, “isto porque o foco do atendimento nas UPAs não é relacionado às especialidades médicas, mas, sim, ao primeiro atendimento às urgências”. Também informou que quando é verificada a necessidade, um médico pediatra é acionado e que, dos 25 mil atendimentos a crianças em UPAs, muitos não são feitos por pediatras.

A falta de pediatras para atendimento foi um dos estopins para o fechamento do pronto atendimento do Hospital Pequeno Príncipe no início de maio, como noticiou na ocasião o Plural.

Sobrecarregado, Pequeno Príncipe tem 21% dos pediatras do SUS em Curitiba

Pediatras nas UPAs

Boqueirão

9 pediatras – 172 horas contratadas

Sítio Cercado

7 pediatras – 145 horas contratadas

Cajuru

6 pediatras – 104 horas contratadas

Boa Vista

9 pediatras – 139 horas contratadas

Tatuquara

3 pediatras – 54 horas contratadas

Fazendinha

11 pediatras – 182 horas contradas

Campo Comprido

5 pediatras – 122 horas contradas

Fonte: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde/Datasus

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