Com 102% dos leitos ocupados, Curitiba volta à bandeira laranja | Jornal Plural
8 jun 2021 - 18h37

Com 102% dos leitos ocupados, Curitiba volta à bandeira laranja

Decreto é válido até o dia 16 de junho; atividades não essenciais podem voltar a funcionar de modo presencial

Mesmo com hospitais e UPAs lotados e a ocupação dos leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 em Curitiba ultrapassando os 100%, a Prefeitura decidiu regressar à bandeira laranja – alerta de risco médio para contaminação por Covid-19. O novo decreto foi anunciado nesta terça-feira (8) e vale do dia 9 ao dia 16 de junho.

A flexibilização das medidas restritivas na capital já era esperada por parte dos setores comerciais, que vinham pressionando a Prefeitura para a abertura dos estabelecimentos. Fechados desde o dia 29 de maio, quando a bandeira vermelha entrou em vigor, agora os comércios poderão permanecer funcionando com regras menos rígidas, em novos horários e modalidades de atendimento.

As restrições impostas se resumem aos fins de semana e madrugadas, com toque de recolher das 21h às 5h. O funcionamento de restaurantes e lanchonetes fica permitido também neste domingo (13), para “oportunizar a comemoração do dia dos namorados”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, “embora a cidade tenha voltado à bandeira laranja, a pontuação dos indicadores ainda é alta, 2,34, muito próxima da vermelha, que é acima de 2,70”.

Atividades suspensas

  • Estabelecimentos destinados ao entretenimento, tais como casas de shows, teatros, cinemas, e atividades correlatas;
  • Estabelecimentos destinados a eventos sociais e atividades correlatas, tais como casas de festas, de eventos ou recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet, bem como parques infantis e temáticos; 
  • Estabelecimentos destinados a mostras comerciais, feiras de varejo, eventos técnicos, congressos, convenções, eventos esportivos com público externo, entre outros eventos de interesse profissional, técnico e/ou científico;
  • Bares, tabacarias, casas noturnas e atividades correlatas;
  • Reuniões com aglomeração de pessoas, incluindo eventos, comemorações, assembleias, confraternizações, encontros familiares ou corporativos, em espaços de uso público, localizados em bens públicos ou privados;
  • Consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas. 

Atividades com restrições

  • Atividades comerciais de rua não essenciais, galerias, centros comerciais e feiras de artesanato: das 9 às 19h, de segunda a sábado, sendo autorizado aos domingos apenas o atendimento na modalidade delivery até às 19h; 
  • Atividades de prestação de serviços não essenciais, tais como escritórios em geral, salões de beleza, barbearias, atividades de estética, serviços de banho, tosa e estética de animais, imobiliárias, museus e circos: das 9 às 20h, de segunda a sábado, com proibição de abertura aos domingos; 
  • Academias de ginástica e demais espaços para práticas esportivas individuais e coletivas: das 6 às 21h, de segunda a sábado, com proibição de abertura aos domingos;
  • Shopping centers: das 10 às 21h, de segunda a sábado, sendo autorizado aos domingos apenas o atendimento na modalidade delivery até às 19h;
  • Restaurantes de rua: das 10 às 23h, em todos os dias da semana, com a entrada dos clientes até 22h e encerramento das atividades de atendimento ao público até 23h, permitido o consumo no local, inclusive na modalidade de atendimento de buffets no sistema de autosserviço (self-service), sendo autorizado até às 23h nas modalidades delivery, drive-thru e take away; e aos domingos com consumo no local condicionado ao agendamento prévio e nas modalidades delivery, drive-thru e retirada em balcão (take away) até às 23h; 
  • Lanchonetes de rua: das 6 às 23h, em todos os dias da semana, com a entrada dos clientes até 22h e encerramento das atividades de atendimento ao público até 23h, permitido o consumo no local, inclusive na modalidade de atendimento de buffets no sistema de autosserviço (self-service), sendo autorizado até às 23h nas modalidades delivery, drive-thru e retirada em balcão (take away); e aos domingos com consumo no local  condicionado ao agendamento prévio e nas modalidades delivery, drive-thru e retirada em balcão (take away) até às 23h;
  • Comércio ambulante de rua de alimentos e bebidas: das 6 às 23h, em todos os dias da semana;
  • Panificadoras, padarias e confeitarias de rua: das 6 às 21h, de segunda a sábado, permitido o consumo no local, sendo autorizado aos domingos, das 7 às 18h, ficando o consumo no local condicionado ao agendamento prévio; 
  • Lojas de conveniência em postos de combustíveis: das 6 às 21h, em todos os dias da semana, permitido o consumo no local;
  • Nos parques e praças, fica permitida a prática de atividades individuais ao ar livre, com uso de máscaras, que não envolvam contato físico entre as pessoas, observado o distanciamento social;
  • As igrejas e os templos de qualquer culto deverão observar a Resolução n.º 440, de 30 de abril de 2021, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, que regulamenta a realização das atividades religiosas de qualquer natureza;
  • Para os seguintes estabelecimentos e atividades, das 6 às 21h, de segunda a sábado, sendo autorizado até às 23h na modalidade delivery, e aos domingos apenas o atendimento na modalidade delivery até às 23h: 

a) comércio varejista de hortifrutigranjeiros, quitandas, mercearias, sacolões,  distribuidoras de bebidas, peixarias e açougues; 

b) mercados, supermercados e hipermercados;

c) comércio de produtos e alimentos para animais;

d) feiras livres;

e) lojas de material de construção.

Medidas

  • A capacidade máxima de ocupação deve garantir o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas, em todas as direções;
  • Estabelecimentos só podem funcionar com até 50% de sua capacidade;
  • Pousadas, hotéis, hostels e resorts também devem funcionar com até 50% da sua capacidade de público;
  • Os veículos utilizados para o transporte coletivo urbano deverão circular com lotação máxima de até 70% de sua capacidade, em todos os períodos do dia.

Números da pandemia em Curitiba

De acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde desta terça-feira (8), foram registrados 836 novos casos e 20 óbitos em decorrência da Covid-19. No total, Curitiba contabiliza 5.631 mortes e 9.918 casos ativos.

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13 comentários sobre “Com 102% dos leitos ocupados, Curitiba volta à bandeira laranja

  1. Arregaram para os empresários, vai acontecer o que aconteceu no dia das mães. Daqui 10 dias será necessário voltar a bandeira vermelha outra vez !

  2. Tô começando a achar que tem que voltar pra bandeira verde. Libera geral, já que é pra ver gente morrendo em casa, sem leito, que tenham essa coragem então! Talvez a próxima medida seja usar mesas da praça de alimentação de shoppings como enfermarias pra Covid. Assim se cria leitos e deixa tudo aberto como a ACP quer!

  3. E assim nesse “ efeito sanfona” como diz o professor Nicolelis, a pandemia nunca acaba. E assim caminhamos sem uma direção assertiva dos nossos governantes.!

  4. “Fechados…”
    Não sei onde tinha alguma coisa fechada nessa cidade. Tudo hoje é atividade essencial e ninguém mais respeita nada porque não vê critério nem seriedade. Enquanto no Centro de Curitiba ainda tinha um estabelecimento ou outro com meia porta, nos bairros parece que já nem existe mais pandemia. Desde abril do ano passado a ACP ameaça e a prefeitura aceita.. O assunto é sanitário e só é tratado hoje de forma jurídica.. não tem como dar certo!!

  5. Aberto.. não há uma concordância entre o povo e o governo e mesmo com decretos rígidos, muitos locais permanecem abertos, quando todos deveriam estar restritos a suas casas. Se não há colaboração deveria voltar o funcionamento normal, com regras de segurança, distanciamento uso de máscara, álcool entre outros.. Louana Paula

  6. Deve continuar bandeira vermelha porque esse é um caminho para diminuir as contaminação. Infelizmente as pessoas não respeitam os decretos enquanto a isso é importante campanhas para conscientização de todos.

  7. Sabemos que a bandeira vermelha prejudica os setores do comércio, mas a bandeira laranja não é cumprida com rigor: vemos muitas pessoas nas ruas sem necessidade, observamos também que não há distanciamento social, bem como lugares que nem apresentam álcool em gel disponível para os clientes. Sendo assim, para salvar vidas o essencial seria manter uma bandeira mais rígida, a vermelha. Caso as normas sanitárias e de distanciamento fossem cumpridas na bandeira laranja, ela teria sua eficácia também. Infelizmente não é isso que acontece.

  8. Essa pandemia nós deixou contra a parede, se a bandeira fica vermelha prejudica os comércios e toda a fonte de renda do país e se a bandeira fica laranja pessoas morrem e se contaminam. Fora que quando fica vermelha todos se cuidam daí a bandeira fica laranja com isso todos saem pra “curtir” o que gera mais contaminação e assim a bandeira fica vermelha. Então o que fazemos?
    O jeito é todos aceitarem as medidas de segurança álcool, máscaras, distanciamento etc…….
    Sem se preocupar com que bandeira está se está verde, laranja, vermelha ou outra não faz diferença porquê quem acaba com o vírus não é a bandeira e sim nós e as medidas;
    Resumindo nós dependemos da nossa conscientização.

  9. Bom os parágrafos falam sobre a bandeira laranja,eu acho que ekes deviam fechar tudo de uma vez ou abrir pois ficar vai e volta de bandeira vermelha e laranja n vai adiantar nada,pois tem pessoas que não tem noção do risco que corre e que estão colocando das outras também.

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