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Antiguidades: a nostalgia que vale milhões para o Paraná

O mercado de antiguidades e colecionáveis tem potencial de arrecadar R$ 15 milhões ao ano no Paraná

Antiguidades: a nostalgia que vale milhões para o Paraná
Feira de Antiguidades da Praça Espanha. Foto: Cesar Brustolin/SMCS

De acordo com dados da Associação Comercial do Paraná (ACP), calculados com base no Serviceable Available Market (SAM), o setor de colecionáveis e antiguidades pode movimentar R$ 15.096.336,71 anualmente no estado. Onde muitos veem velharias, comerciantes enxergam oportunidade de negócio.

O SAM (Mercado Endereçável Acessível) representa a parcela do mercado total que uma empresa ou nicho pode realmente atender, considerando localização geográfica, recursos e modelo de negócios.

Para Jefferson Antonio Silva, coordenador da Câmara Setorial de Antiguidades da ACP, alguns fatores são determinantes para o sucesso da “economia da nostalgia” no Paraná. “Lidar com antiguidades é interessante porque você está lidando com emoções, com itens de valor, qualidade e que costumam ser duráveis. Quando lidamos com antiguidades e colecionismo não existe depreciação de mercado em cima desses itens; muito pelo contrário, com o passar do tempo há valorização”, explica.

Sebo Estação 80: nostalgia e colecionismo em Curitiba
Loja na Avenida Três Marias reúne brinquedos, discos de vinil e artigos raros

Já o professor Hertz Wendell, do Departamento de Comunicação da UFPR e coordenador do Laboratório de Neurociência do Consumo, aponta a nostalgia como principal fator para o crescimento do setor. “Existe uma nostalgia, quase como uma embalagem do mundo cor-de-rosa de que no passado tudo era melhor. Isso afeta as gerações que viveram esse passado e olham com saudosismo para ele, mas também atinge as novas gerações, que consomem esse passado muitas vezes através do audiovisual e da publicidade, com uma roupagem atual que seduz também os mais jovens”, afirma.

No Paraná, 2.800 empresas fazem parte do SAM e contribuem para o faturamento do nicho. Em Curitiba, são 531 lojas específicas de colecionismo ou que comercializam itens antigos. Um exemplo de loja do ramo em Curitiba é o Sebo Estação 80, que transporta os clientes diretamente para a década.

A economia da nostalgia aposta na venda de itens do passado e é uma tendência que ganhou força especialmente entre adultos que cresceram nos anos 80, 90 e 2000. Hoje, com maior poder de compra e saudade de tempos mais simples, essas gerações se encantam com relançamentos de brinquedos, músicas, roupas e até moveis e eletrodomésticos, ou buscam justamente os itens originais que marcaram suas lembranças.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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