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Negociações sobre reajustes dos professores do ensino superior continuam sem avanços

O Sinpes conclama a mobilização da categoria em face da insuficiência da proposta diante das perdas acumuladas pela categoria

Por Sinpes
Negociações sobre reajustes dos professores do ensino superior continuam sem avanços
Sinpes: sindicato pressiona por negociações. Foto: Divulgação
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As negociações coletivas referentes ao reajuste salarial dos professores do ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana ainda não avançaram. O aumento devido a partir de março de 2026, aguarda ainda uma resposta concreta do Sindicato das Escolas Particulares, o Sinepe, que representa as faculdades e universidades privadas. 

O Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes) defende a recomposição integral da inflação medida pelo INPC entre março de 2025 e fevereiro de 2026 – 3,36% – mais reposição dos 6,22% que deixaram de ser incorporados aos salários dos docentes em negociação realizada há mais de cinco anos.

Na ocasião, o percentual foi concedido na forma de abono temporário em face das dificuldades alegadas pelos patrões em face da pandemia. Chegou a hora do Sinepehonrar o compromisso de reposição desse percentual.

Até o momento, a única sinalização recebida do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino no Estado do Paraná é a intenção de conceder tão somente a reposição inflacionária medida pelo INPC. Assim, o Sinpes conclama a mobilização da categoria em face da insuficiência da proposta diante das perdas acumuladas pela categoria.

Outro tema que afeta as negociações é a proposta de alteração da jornada de trabalho, conhecida como escala 5×2, aprovada pela Câmara dos Deputados. Caso a mudança seja confirmada, haverá reflexos diretos na forma de cálculo do repouso semanal remunerado dos professores que passam de 1/6 para 2/5 ou seja de 16,66% do salário para 40%. 

Os patrões têm feito ouvidos de mercador ao aceno do Sinpes no sentido de negociar uma absorção gradual do impacto representado pela nova sistemática de cálculo dos repousos remunerados mediante reposição imediata dos 6,22% reivindicados pelos docentes, acrescido do INPC acumulado.  No entanto, a entidade informa que não recebeu retorno da representação patronal sobre tal aceno.

Ao que parece, os patrões apostam todas as suas fichas na sistemática de repouso “7 X O” eufemisticamente denominada como de “repousos flexível” integrada a uma emenda proposta no Senado por lideranças conservadoras, apoiada por dois senadores do Paraná (Sérgio Moro e Oriovisto Guimarães, ambos com ligações umbilicais com os estabelecimentos de ensino) e também pelo Senador Flávio Bolsonaro. Já assinaram essa ementa 13 deputados do PL, 6 do Republicanos, 6 do Progressistas, 5 DO PSD 2 do PSDB, 2 do Podemos e 1 do Partido Novo.

Apesar da forte articulação dos partidos de Direita e do Centrão para frustrar essa importante vitória dos trabalhadores obtida na Câmara dos Deputados, o Sinpes reputa uma temeridade a postura adotada pelo Sinepe especialmente em se tratando de ano eleitoral. Ao que parece os estabelecimentos de ensino não aprenderam nada com o “tiro no pé do recreio”, reiterando a mesma postura autoritária expendida quando levaram esse tema para o Supremo Tribunal Federal, “confiando” nas suas articulações políticas em detrimento do diálogo, tão necessário para que se adotem alternativas com segurança jurídica.

O sindicato conclama a todos que se mobilizem contra mais essa intransigência patronal, comprometendo-se a noticiar os professores dos próximos passos necessários para a solução desse imbróglio.

O Sinpes solicitou ao Sinepe um posicionamento sobre os pontos levantados por este texto. Mas até esta publicação do mesmo o sindicato patronal não tinha se manifestado.

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O Sinpes atua pela garantia dos direitos trabalhistas dos professores do ensino superior privado de Curitiba e Região

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