Sandro Alex (PSD), candidato ao governo do Paraná, é quem mais gasta com fretamento aéreo na campanha paranaense de 2026: R$ 301,8 mil em aviões e helicópteros de táxi aéreo, segundo a prestação de contas ao TSE. É quase metade de todo o dinheiro que os candidatos do estado — oito, ao todo — destinaram a sobrevoar o Paraná, R$ 672 mil. O gasto faz parte de um universo maior: no país, as campanhas de 2026 já contrataram cerca de R$ 32,4 milhões em fretamento de aeronaves. O número não inclui passagens em voos comerciais regulares: é dinheiro de campanha gasto para fretar a aeronave.
No Paraná, o fretamento aéreo se concentra, como seria de esperar, nos candidatos majoritários — que precisam cruzar um estado inteiro em poucas semanas. Depois de Sandro Alex (PSD), que contratou R$ 301,8 mil, vêm o senador Alexandre Curi (Republicanos), com R$ 130,2 mil, e o também candidato ao governo Requião Filho (PDT), com R$ 73,1 mil. Na sequência aparecem os candidatos ao Senado Gleisi Hoffmann (PT), com R$ 54 mil, e Cristina Graeml (PSD), com R$ 46 mil, além de Deltan Dallagnol (Novo) e Sergio Moro (PL), com R$ 28,9 mil cada. A única candidatura proporcional da lista é a da deputada federal Rosângela Moro (PL), com R$ 9,3 mil.
Quem mais gasta com avião na campanha — Paraná 2026
Fretamento de aeronaves (táxi aéreo) por candidato. Cor por cargo. Dado do TSE (02/10/2026).
Total no Paraná: R$ 672 mil entre 8 candidatos. Exclui passagem aérea comercial; valores contratados, preliminares.
Todo esse dinheiro foi para duas empresas de Foz do Iguaçu: o Táxi Aéreo Hércules (R$ 386 mil) e a Helisul Táxi Aéreo (R$ 286 mil), que dominam o fretamento aéreo das campanhas paranaenses.
No panorama nacional, o fretamento aéreo soma R$ 32,4 milhões entre 191 candidatos. O estado que mais gasta é o Amazonas (R$ 5 milhões), onde a distância e a ausência de estradas tornam o avião quase obrigatório. Em seguida vêm os candidatos à Presidência (R$ 3,8 milhões), a Bahia (R$ 3,3 milhões), Minas Gerais (R$ 3,3 milhões) e São Paulo (R$ 2,4 milhões). São, em geral, campanhas de governadores e senadores — quem disputa cargos de alcance estadual ou nacional e tem caixa para encurtar distâncias pelo ar.
Como apuramos esta reportagem
Isolamos o fretamento aéreo pelas despesas contratadas informadas ao TSE cujo fornecedor tem CNAE de transporte aéreo de passageiros, excluindo as companhias aéreas regulares (passagem comercial é outra rubrica). É, portanto, o dinheiro gasto para fretar avião ou helicóptero. Os valores são do dado de 2 de outubro de 2026, são contratados (podem diferir do efetivamente pago) e representam um piso: fretamentos contratados por meio de agências de turismo, com outro CNAE, podem não entrar na conta.
Perguntas rápidas
Quanto as campanhas gastam fretando avião e helicóptero em 2026? Cerca de R$ 32,4 milhões no país, entre 191 candidatos; R$ 672 mil no Paraná, entre oito candidatos.
Quem mais gasta com avião no Paraná? Sandro Alex (PSD), candidato ao governo, com R$ 301,8 mil, seguido de Alexandre Curi (Republicanos) e Requião Filho (PDT).
Qual estado mais gasta com fretamento aéreo? O Amazonas, com R$ 5 milhões — reflexo das distâncias e da falta de estradas na região.