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Fila da Psicologia soma 6.613 registros em Foz; casos menos complexos são direcionados à Atenção Primária

CRP-PR apontou problemas de estrutura e sigilo no ambulatório; Prefeitura busca nova sede e redistribui a demanda

Fila da Psicologia soma 6.613 registros em Foz; casos menos complexos são direcionados à Atenção Primária
Estrutura atual apresenta limitações para consultas individualizadas e foi alvo de fiscalização do Conselho Regional de Psicologia do Paraná em 2025. Foto: Arquivo/PMFI

A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu contabiliza 6.613 registros nas filas de Psicologia do Ambulatório de Saúde Mental, entre adultos, crianças e adolescentes.

O número foi informado pela Prefeitura após a reportagem questionar sobre os 4.770 pacientes à espera de psicoterapia citados no Diário Oficial de 31 de agosto. A informação apareceu no edital que abriu a busca por um novo imóvel para o Ambulatório de Saúde Mental, diante das limitações da estrutura atual.

A Secretaria explicou que o dado publicado no edital era o disponível naquele momento e que, desde então, a fila passou por uma revisão. A lista ainda é conferida para eliminar possíveis duplicidades e verificar quem continua precisando de acompanhamento. Por isso, a pasta pontua que o número atual não representa necessariamente a quantidade de pessoas à espera nem indica que a demanda tenha aumentado.

Novo ambulatório

A construção de uma nova sede é uma das respostas da gestão Silva e Luna (PL) para ampliar o atendimento ao serviço no município. O imóvel deverá ter pelo menos dez consultórios individuais com isolamento acústico, espaços para reuniões clínicas e supervisão e capacidade para cerca de 20 profissionais de Psicologia. O ambulatório conta hoje com 20 profissionais, entre servidores municipais e participantes de uma pós-graduação mantida em parceria com a Unioeste.

Além da mudança de endereço, a Secretaria de Saúde redistribui os casos para evitar que a demanda fique concentrada no ambulatório. Segundo a pasta, os considerados menos complexos são direcionados à Atenção Primária, enquanto os moderados ou médios permanecem no serviço especializado. Os atendimentos em grupo também foram ampliados como alternativa à psicoterapia individual.

A Secretaria não detalhou em quais UBSs esses pacientes são atendidos, quantas unidades participam desse fluxo nem qual parcela da fila pode ser absorvida pela Atenção Primária. Também não informou o tempo médio de espera, quantas pessoas entram na fila por mês ou quantas conseguem iniciar o acompanhamento. 

As condições do atendimento já haviam sido alvo do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR). Em resposta ao Plural, o órgão informou que fiscalizou UBSs e o Ambulatório de Saúde Mental em 23 de junho de 2025. 

O Conselho encontrou insuficiência de equipe, falta de supervisão adequada de estagiários e pós-graduandos e estruturas físicas inadequadas, além da necessidade de melhorar a segurança na guarda de prontuários e registros sigilosos. Segundo o CRP-PR, as condições físicas comprometiam a qualidade do atendimento e o sigilo profissional.

Após a fiscalização, o Conselho notificou a gestão municipal e instituições parceiras e pediu providências e um plano de adequação. A Secretaria de Saúde afirma ter adotado medidas para corrigir problemas nos registros, na guarda de documentos e na estrutura de atendimento.

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