Suspeitos de caça ilegal faziam incursões armadas no Parque Nacional do Iguaçu ao menos uma vez por mês desde o início de 2026, segundo investigação da Polícia Federal. A apuração resultou na Operação Pyhare, deflagrada nesta terça-feira (1º) em Foz do Iguaçu.
Com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos documentos, celulares, apetrechos, roupas para caça, materiais para a montagem de jirau (uma estrutura elevada usada na mata) e carne congelada, que será submetida à perícia genética.
A investigação teve início após a prisão em flagrante de dois homens em 6 de julho de 2026, na região da Linha Santo Alberto, dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Eles foram abordados durante uma ação integrada da Polícia Militar Ambiental e do ICMBio.

Na ocasião, foram apreendidos dois rifles calibre .22, 62 munições intactas e equipamentos utilizados para caça noturna de animais silvestres.
A partir desse flagrante, a investigação avançou e reuniu elementos sobre a recorrência das entradas no parque. De acordo com a PF, os investigados realizavam incursões armadas de forma reiterada, ao menos mensalmente, desde o início deste ano.
Por que Pyhare?
Pyhare significa “noite” ou “escuridão” em guarani. O nome remete ao modo de atuação descrito na investigação. Segundo as investigações, as incursões aconteciam no período noturno, com lanternas de alta potência, mira óptica do tipo red dot e redes camufladas usadas para passar a noite na mata.
