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Capoeirista de 7 anos de Guaratuba é selecionado para disputar o maior campeonato do mundo

Joaquim “Sonic” de Almeida Andrade ficou em segundo lugar no Ginga Paraná e busca apoio para disputar o Volta ao Mundo Bambas em novembro, no Rio de Janeiro.

Capoeirista de 7 anos de Guaratuba é selecionado para disputar o maior campeonato do mundo
Atleta guaratubano conquista o segundo lugar no Ginga Paraná e busca apoio para disputar o maior campeonato de capoeira do mundo. Foto: Janaina Andrade (mãe de Sonic)
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O jovem capoeirista Joaquim de Almeida Andrade, conhecido como Sonic, foi selecionado para disputar o Volta ao Mundo Bambas (VMB12), o maior circuito internacional de competições de capoeira, previsto para 24 de novembro, no Rio de Janeiro.

Com apenas 7 anos, o atleta da Associação de Capoeira Arte e Raça, de Guaratuba, conquistou a vaga ao ficar em segundo lugar em sua categoria no campeonato estadual Ginga Paraná. O evento reuniu mais de 300 competidores de 30 municípios no Centro de Esporte e Lazer Dirceu Graeser, no Centro de Curitiba, de acordo com a Confederação de Capoeira do Brasil, que chancela o circuito.

Formigueiro chegou às quartas de final

Outro destaque guaratubano no Ginga Paraná foi Joaquim Devegili de Moura Luz, conhecido como Formigueiro. Aos 8 anos, o atleta chegou às quartas de final da competição.

A trajetória de Formigueiro na capoeira começou em um período conturbado para a Associação. Uma árvore caiu no espaço onde o grupo treinava, impedindo a continuidade das atividades ali. A alternativa encontrada por Weini Riz, a Professora Gaivotinha, foi levar as aulas para uma praça.

Foi nesse espaço que Formigueiro conheceu o grupo. De acordo com a professora, ele passou a participar dos treinos mesmo sem uma estrutura coberta e sempre ajudava a preparar o local antes das aulas:

“Ele saía toda segunda-feira, ajudava a gente limpar, ajudava a gente pegar os lixos da praça, arrancar os matos se precisasse. Um ano e meio depois, vê-lo chegar a um campeonato de nível estadual e ficar entre os finalistas deixa a gente muito feliz.”

Projeto social em Guaratuba

Teto já não é mais um problema, mas a luta não para. Sem patrocínio ou apoio governamental no momento, a Associação depende de doações e parcerias para desenvolver as atividades. A entidade atua no município desde 2016, com formação esportiva e cultural de crianças e adolescentes.

“A capoeira transforma vidas, e é isso que nós procuramos fazer aqui em Guaratuba. Através de convênios com o projeto Move Vidas e o Capoeira Meu Viver, a Associação vem desenvolvendo esse trabalho com a intenção de tirar as crianças e os adolescentes das ruas, das drogas”, diz a professora.

Viagem para campeonato depende de apoio

Sonic conseguiu o mais difícil: se classificar. Agora, o obstáculo para chegar ao VMB12 é financeiro. Entre as despesas previstas estão deslocamento até o Rio de Janeiro, hospedagem, alimentação, inscrição e os custos relacionados à equipe técnica que acompanhará o atleta.

A associação e a comunidade local iniciaram uma campanha de arrecadação e buscam apoiadores, empresas parceiras e voluntários para viabilizar a participação de Sonic no campeonato mundial.

Para saber como apoiar ou realizar doações, entre em contato com Weini Riz pelo WhatsApp (41) 98841-6074.

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Rafaela Moura

Rafaela Moura

Jornalista e bióloga, com especial interesse em temas socioambientais

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