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Paraná tem o terceiro salário mais baixo do país para ingresso na rede estadual de ensino

Proposta elaborada pela APP-Sindicato e por secretarias estaduais prevê reestruturação da carreira e ganhos salariais

Paraná tem o terceiro salário mais baixo do país para ingresso na rede estadual de ensino
Perdas salariais de professores estaduais chegam a 47%. Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
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O salário de ingresso na rede estadual de ensino no Paraná é o terceiro mais mais baixo do país, atrás apenas dos valores pagos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Os dados estão no levantamento "Planos de Carreira e Remuneração do Magistério – Redes Públicas Estaduais – 2025", divulgado no fim de fevereiro pelo movimento Profissão Docente, coalizão de organizações do terceiro setor que atua

O salário inicial de um professor no Paraná é de R$ 4.920,55 (veja abaixo a lista completa), à frente apenas de Minas Gerais (R$ 4.867,97) e Rio de Janeiro (R$ 4.867,77). Mato Grosso do Sul aparece em primeiro lugar, com um salário de R$ 13.007,12, seguido por Maranhã0 (R$ 8.452,03) e Pará (R$ 8.289,86).

Professores e professoras da rede estadual de ensino do Paraná ficaram para trás porque o governo de Ratinho Jr (PSD) optou por reestruturar as carreiras públicas ao invés de conceder reposição da inflação na data-base ou ganhos reais. As carreiras de servidores da saúde, da Polícia Militar e dos bombeiros, por exemplo, já foram reestruturadas, mas o magistério ficou de fora.

Segundo a APP-Sindicato, as perdas salariais chegam 47% devido à falta de reposição integral da inflação e descumprimento de leis de carreira. A defasagem vem sendo acumulada desde 2016. No ano passado, os professores o governo concedeu um reajuste fixo (R$ 250 para jornada de 20 horas semanais e R$ 500 para 4o horas), o que acabou achatando os salários de quem ganha mais.

Enquanto o salário inicial na rede estadual de ensino é de R$ 4,9 mil e o profissional pode chegar ao fim da carreira recebendo R$ 11,7 mil, outros servidores estaduais com ensino superior têm salário inicial R$ 7,6 mil para jornada de 40h semanais e a remuneração pode chegar a R$ 16,1 mil no fim da carreira.

Nova proposta

Um grupo de trabalho composto pela APP-Sindicato, pela Secretaria de Estado da Edcação (Seed), da Secretaria da Fazenda (Sefa) e Secretaria de Administração e Previdência (Seap) elaborou uma proposta equiparar os salários dos professores aos dos demais servidores. O estudo será analisado pelo governo, que poderá encaminhar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Para passar a valer, a lei precisa ser sancionada até o dia 4 de abril, devido aos prazos eleitorais deste ano. "O governo já alterou 19 carreiras, agora falta a nossa", disse a presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto. "O objetivo é igualar os nossos salários com os demais servidores com o mesmo grau de escolarização. A proposta mexe na carreira, mas mexe também nos salários, para deixar os salários iniciais e finais e mais próximos".

De acordo com Walkiria, até por contar com a ajuda de técnicos das três secretarias estaduais na elaboração, a proposta está de acordo com a capacidade orçamentária do governo. "A proposta foi construída em consenso com técnicos das secretarias, é possível de ser aplicada. Se o Estado quiser aplicar a proposta hoje, está dentro do parâmetros".

Remuneração inicial sem gratificações para jornada de 40 horas:

Mato Grosso do Sul: R$ 13.007,12

Maranhã0: 8.452,03

Pará: R$ 8.289,86

Roraima: R$ 7.700,47

Mato Grosso: R$ 7.343,44

Paraíba: R$ 6.944,09

Rio Grande do Norte: R$ 6.814,8

Amapá: R$ 6.600,98

Distrito Federal: R$ 6.427,71

Tocantins: R$ 6.130,70

Sergipe: R$ 6.176,76

Pernambuco: R$ 5.841,91

Alagoas: R$ 5.767,15

Espírito Santo: R$ 5.685,97

Amazonas: R$ 5.631,18

São Paulo: R$ 5.565,00

Acre: R$ 5.370,35

Goiás: R$ 5.160,49

Rio Grande do Sul: R$ 5.111,05

Roraima: R$ 5.118,41

Santa Catarina: R$ 5.026,80

Piauí: R$ 4.984,17

Bahia: R$ 4.965,24

Ceará: 4.961,73

Paraná: R$ 4.920,55

Minas Gerais: R$ 4.867,97

Rio de Janeiro: R$ 4.867,77

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José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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